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Formados os primeiros oficiais de ética empresarial em Moçambique

O País conta, desde quinta-feira, 19 de Abril, com 29 oficiais de ética, formados pelo Instituto de Ética da África do Sul (TEI), em parceria com o Instituto de Directores de Moçambique (IODmz).

Com efeito, os graduados receberam os seus respectivos certificados, durante a cerimónia de encerramento deste primeiro Programa de Formação para Oficiais de Ética (EOTP), uma acção que decorreu na capital do País, Maputo, entre os dias 16 e 19 de Abril.

Cumprida a formação, os 29 novos oficiais da ética, oriundos de diversas instituições nacionais públicas e privadas, tornam-se, assim, responsáveis pelo processo de gestão activa e prática da ética empresarial dentro das suas organizações.

Durante os quatro dias, os formandos foram expostos a experiências e conteúdos baseados numa estrutura de gestão ética de referência, que os profissionais podem aplicar dentro das suas organizações para a construção de uma cultura ética empresarial.

Na hora de fazer o balanço, o representante do IODmz, António Macamo, assegurou que a formação foi bastante valiosa, tratando-se “do primeiro curso do género realizado em Moçambique”.

“Tivemos uma participação fantástica, sendo que os 29 delegados, oriundos de várias áreas do sector privado e público, estão agora capacitados a intervir da melhor forma nos seus locais de trabalho”, considerou, lembrando que a ética faz referência ao saber ser e estar de cada um.

Ainda sobre os graduados, António Macamo referenciou, por fim, que “saem deste curso com ferramentas necessárias para melhorar o desempenho ético das suas organizações, dos seus locais de trabalho, como também dos seus pontos de interacção com as outras pessoas”.

Depois de receber o certificado que o outorga como oficial de ética, Pedro Baltazar assumiu que viveu, nos quatro dias da formação, uma experiência interessante e única, adiantando que cada um dos 29 participantes tem agora a missão de disseminar a mensagem sobre a cultura ética empresarial pelo País.

“Aos poucos, Moçambique começa a entrar na rota das conformidades do mundo. Esta questão da ética, que até então não vinha sendo observada ou era observada sem o devido rigor, começa a bater-nos a porta”, disse.

Num outro contexto, Pedro Baltazar falou da importância da ética para as empresas, considerando que as organizações que pretendem ser duradouras e sustentáveis devem sempre actuar em conformidade com a ética.

Fernanda Fazenda, igualmente participante, assumiu, por sua vez, que “este curso abriu-nos os olhos, permitindo-nos perceber melhor os significados de ética e de cultura ética”.

“Se quisermos transmitir aos nossos membros e colegas sobre a ética e cultura ética, temos de, em primeiro lugar, conhecer os reais significados desses conceitos”, manifestou, acrescentando que aprendeu, durante os quatro dias da formação, que a cultura ética é fundamental para a sustentabilidade dos negócios.

Importa referir que esta acção de formação, financiada pela Siemens-Iniciativa de Integridade, conta ainda com o apoio de diversas instituições moçambicanas, entre as quais a Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM), a Associação de Comércio, Indústria e Serviços (ACIS), a Confederação das Associações Económicas (CTA), como também da Iniciativa Logística do Corredor de Maputo (MCLI).

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This entry was posted on 23 de Abril de 2018 by in Moçambique.

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