O empreendedorismo é uma das formas mais eficazes para vencer as dificuldades financeiras e garantir o sucesso na vida pessoal e familiar. Através da capacitação, a Sasol promove programas que visam a evolução económica dos jovens do distrito de Govuro, através da implementação de iniciativas empreendedoras, para responder aos desafios de desemprego no seio da juventude.
Moçambique é um país em que a maior parte da população é jovem. À fase de transição demográfica que resultou numa população essencialmente representada pela juventude, designa-se, economicamente, por bónus demográfico. E esse bónus implica um maior número de pessoas geradoras de força de trabalho que, por sua vez, podem produzir e pagar impostos, elevar o seu rendimento e ampliar a melhoria das condições de vida e, consequentemente, alavancar o desenvolvimento económico.
Foi a pensar nestes desafios que, há sensivelmente três anos, a Sasol lançou um programa de promoção de empreendedorismo nos distritos de Inhassoro, Govuro e Vilanculos.
O programa de capacitação iniciou então com 117 jovens e, actualmente, 27 beneficiários já completaram o curso com sucesso, sendo que 11 são do Govuro e 16 de Inhassoro. Felizmente para a sua vida pessoal e para o crescimento da região, todos eles estão neste momento a desenvolver os seus negócios com o apoio da Sasol.
Júlio Chaúque tem 27 anos de idade e é natural de Govuro. O jovem é proprietário de uma mini-unidade empresarial denominada “Linhas de Pesca e Serviços”. Trata-se de uma iniciativa que está a prosperar graças à formação que Chaúque recebeu da empresa de formação Tecnicol, com o financiamento da Sasol Moçambique.
“Antes eu não sabia nada. Fazia negócio, mas de qualquer maneira. Tentava copiar outros modelos e a formação foi uma oportunidade para conseguir iniciar de forma eficaz o meu negócio”,reconheceu Júlio Chaúque.
Entusiasmado com o crescimento da sua actividade, o jovem acrescenta que na zona onde reside predomina a actividade pesqueira, contudo não existe material de pesca. Confrontado com estas dificuldades, Chaúque não teve outra alternativa além de iniciar um negócio de compra e venda do equipamento de pesca. Hoje, o seu negócio está a evoluir graças à vantagem da formação em negócio, e mercê do apoio prestado pela Sasol.
“Estou num bom caminho, tenho bons planos para fazer crescer a minha empresa. Dentro de 5 anos terei um estabelecimento maior do que este e passarei a fornecer o material de pesca para outros distritos”, sublinhou.
“Agradeço muito a oportunidade criada pela Sasol. Nós, que estivemos na formação, conseguimos avançar. Antes disso, eu andava a pedir emprego e agora pauto a minha vida pelo empreendedorismo. Foi bom e gostei muito.
O empreendedorismo no feminino
À semelhança de Chaúque, Ana Pedro Luís, de 26 anos de idade, mãe de um filho, não consegue esconder a satisfação pelo apoio prestado pela Sasol. Ana sobrevivia de um pequeno negócio que não lhe rendia quase nada. Hoje, depois da formação em empreendedorismo, a jovem vende roupa diversa num mercado local. O sucesso da beneficiária está a potenciar o sonho de ter uma ‘boutique’ de roupas e acessórios de renome na zona.
“Quando fazia o anterior negócio (venda em pequenos montes de tomate e cebola), o dinheiro não chegava para nada. Mas com o que estou a fazer agora, consigo sustentar-me. Estou feliz. Estou a pensar em construir outros estabelecimentos noutras zonas. Nos próximos anos, pretendo ser empresária, ter mais trabalhadores e ganhar mais dinheiro”, suspirou Ana, reconhecendo que a Sasol tem estado a ajudar muito as comunidades.
Por seu turno, Elvira João António, viúva de 29 anos de idade e mãe de três filhos, diz ter começado a vender pão logo que o marido morreu em 2015. Mas a actividade não lhe trazia lucros por falta de experiência. A beneficiária viria a singrar com o seu negócio após a formação financiada pela Sasol, o que lhe motiva a fazer valer a iniciativa desta multinacional que opera naquele ponto do país.
“Eu fazia pão, mas não poupava dinheiro. Com o treinamento aprendi que tenho que dividir o dinheiro para as diversas despesas. Agora, as coisas estão a melhorar e consigo cuidar da minha família, tenho três filhos a estudar com o dinheiro da venda de pão”,referiu, destacando a importância que obteve da formação financiada pela Sasol.
Além da comercialização, há quem aposte na área de serviços tecnológicos
A escolha dos negócios é diversificada, mas todos têm o apoio devido para desenvolver melhor as suas iniciativas. A verdade é que a maior parte destes jovens começou a construir negócios de forma intuitiva e as ferramentas disponibilizadas pela multinacional fizeram com que criassem métodos de ganhar dinheiro ao melhorar o seu serviço e gerir a sua contabilidade.
Celso Zivane desenvolve o negócio de mercearia. Tal como outros jovens empreendedores, considera que depois de ter passado pela formação ministrada financiada pela Sasol, começou a notar que havia muita coisa que fazia mal no seu negócio e que devido a esse facto não evoluía.
“Os jovens devem lutar e esforçar-se muito. Ao tomarmos decisões com amor, tudo é possível. Os meus lucros estão a triplicar, comparativamente ao que acontecia antes do curso, mas tenho que lutar ainda mais”,apontou.
Víctor Bernardo optou pela área tecnológica. Com 27 anos, Víctor desenvolve actividades de reparação e venda de acessórios de telemóveis e computadores. “A minha vida melhorou bastante. Já estou a organizar-me no sentido de construir a minha própria casa”,adiantou o jovem mencionando a evolução da sua vida após a formação.
A Sasol continua a dar prioridade ao reforço das capacidades da juventude através do desenvolvimento e recrutamento de escolas técnicas, criação de programas de bolsas e ainda pela criação de um programa de mestrado em Hidrocarbonetos em colaboração com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), para além das parcerias que desenvolveu com a Universidade Pedagógica (UP) para a melhoria da qualidade de ensino com base no treinamento de professores.
O projecto de gás natural tem trazido benefícios significativos para Moçambique, tendo o investimento permitido iniciar a realização de benefícios da riqueza natural do país, fornecendo desta forma uma plataforma para os tão necessários investimentos, crescimento económico, formação de mão-de-obra nacional e desenvolvimento social e humano.