A CTA e a GAIN procederam na última Sexta-feira, 9 de Novembro, ao lançamento da segunda janela de financiamento a micro, pequenas e médias empresas do agronegócios, alimentos e nutrição. Para esta segunda janela, estão disponíveis Dois Milhões de Libras.
Falando na Conferência de Imprensa, o Vice-presidente da CTA, Castigo Nhamane, disse que a disponibilização deste fundo, enquadra-se na acção estratégica da CTA que define o agronegócios como prioridade neste triénio. Esta constitui uma grande oportunidade para as empresas encontrar soluções para os seus problemas pontuais através de acesso a esta linha de financiamento para o desenvolvimento dos seus negócios.
Katia dos Santos, Directora da GAIN em Moçambique, referiu que a sua instituição espera que nesta segunda janela o número de candidaturas duplique, uma vez que o processo de submissão de propostas foi revisto e melhorado tendo em conta as sugestões apresentadas pelo sector privado. Valores até 100 mil Libras será em forma de subvenção e acima disso, o investimento será comparticipado.
As empresas devem submeter propostas até dia 7 de Dezembro próximo.
Kátia Dias explicou que, qualquer investimento da GAIN (sob forma de subvenção) que exceda 250,000 USD está sujeito a uma auditoria externa e independente. Se uma auditoria foi concluída nos últimos seis meses, a empresa deve estar disposta a compartilhar com a equipa do SMNF. Se não, terá que que ser feita antes de passar para o processo seguinte do Comité Consultivo Técnico (TAC).
Em ambos tipos de subvenção, a assistência financeira será complementada pela componente de assistência técnica. Isto irá envolver o suporte ao desenvolvimento de negócios destinados a Expansão de Mercados de Alimentos Nutritivos (SMNF).
Já Eduardo Sengo, Director Executivo da CTA esclareceu que o produto ou serviço a ser apresentado pelas empresas para financiamento, deve ter o potencial de criar impacto num grande número de pessoas que irão beneficiar do aumento do consumo de alimentos nutritivos propostos, especialmente população de baixa renda que se encontra em zonas que estejam particularmente em risco de malnutrição. Isto significa que o produto ou serviço deve ter uma contribuição significativa no colmatar de lacunas nutricionais que os consumidores enfrentam.