Foi debatido, na última sexta-feira, no Hotel Radisson Blu, em Maputo, sob moderação da jornalista Selma Inocência, O Papel das ONGs em Moçambique, uma iniciativa do Barclays Bank Moçambique e da Revista Exame.
A conferência que se revelou concorrida, dado o elevado número de participantes que se fizeram presentes no evento, contou com a participação de especialistas do ramo, representantes de algumas ONGs, governantes, diplomatas, entre outros.
Dentre os participantes, citam-se o CEO do Barclays Bank Moçambique, Rui Barros, representante das Nações Unidas, Marco Corsi, Embaixador da União Europeia, Antonio Sanchez-Benedito Gaspar e o Secretário Permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, António Nhalungo.
Chamado a intervir, o CEO do Barclays, Rui Barros, salutou a parceria que o banco tem desenvolvido com a Revista Exame, salientando que a mesma se iniciou no âmbito dos grandes blocos económicos parceiros de Moçambique e, contudo, as duas entidades estão, pela primeira vez, a entrar para o mundo de um sector e não propriamente de um bloco económico.
“Este marco significa que, de facto, o mundo das ONGs tem o papel tão importante para este país, quanto alguns destes grandes blocos económicos”, disse.
Rui Barros dissertou ainda sobre um dos maiores desafios das organizações não-governamentais em Moçambique, destacando assim a falta de adesão por parte da sociedade civil, factor que para si inviabiliza a concretização dos planos das ONGs, se os moçambicanos não se envolverem.
Contudo, quanto à falta de coordenação entre as ONGs, Rui Barros considerou que por mais que as mesmas tenham objectivos tipicamente comuns, se não existir uma interacção coesa, é natural que os resultados do seu trabalho sejam menos eficientes.
Rui Barros, já a terminar o seu discurso, mostrou-se expectante por ver a sala repleta de diversos actores que actuam no ramo das ONGs e reiterou o apoio incondicional do Barclays Bank Moçambique.
“Este evento permite-nos ter um debate que vai também ajudar-nos a estar alinhados para o desenvolvimento económico-social e para o bem-estar de Moçambique e dos moçambicanos. Portanto, em nome do Barclays Bank Moçambique, reitero que o país pode contar connosco para este tipo de iniciativa”.
Foram debatidos também temas, não menos importantes como, a relação das ONGs com o Estado, a Relação com o mundo Corporativo, e Enquadramento Jurídico para as ONGs.
ONGs (Organizações não Governamentais) são organizações, sem fins lucrativos, criadas por pessoas que trabalham voluntariamente em defesa de uma causa, seja ela, protecção do meio ambiente, defesa dos direitos humanos, erradicação do trabalho infantil, entre outros.
Em Moçambique existem cerca de 450 ONGs espalhadas em todo território nacional, que actuam em diversos sectores da sociedade em prol do bem-estar da população.