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Legado e sucessos da prevenção de mortalidade materno-infantil

O Governo Americano, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em parceria com o Governo de Moçambique, celebra o legado na colaboração e realizações alcançadas na prevenção de mortes maternas, neonatais e infantis, em Moçambique. O Ministério da Saúde (MISAU), na qualidade de parceiro da USAID de implementação deste Projecto para a Sobrevivência Materna e Infantil (MCSP), participou no evento, decorrido hoje, na Cidade de Nampula, onde também participaram membros do Governo da Província de Nampula, Parceiros de Cooperação, Organizações da Sociedade Civil e o consórcio MCSP, liderado pela Jhpiego. Estiveram igualmente representados no mesmo evento, a Save the Children, John Snow, Inc, e PATH.

Nos últimos anos, a parcéria entre o Governo de Moçambique e o Governo Americano tem registada progressos assinaláveis no domínio da saúde materna, neonatal e infantil. Desde 2015, a USAID, com o apoio do MISAU, actuou como impulsionador e facilitador do projecto MCSP, tendo levado a cabo várias acções em 86 Unidades Sanitárias e 1.114 comunidades, alcançando cerca de 3 milhões de pessoas nas províncias de Nampula e Sofala. Nestas duas províncias, a USAID promoveu a melhoria da qualidade de saúde. Mais de 4 mil provedores de saúde foram capacitados e adquiriram habilidades em diversas áreas de saúde materno-infantil, através de mentoria e de formação no local de trabalho, incluindo técnicas simples e eficazes de reanimação do recém-nascido, resultando em 3,897 recém-nascidos salvos através desta intervenção.

No entanto, apesar das melhorias, os indicadores de saúde continuam a demonstrar que as mortes maternas, neonatais e infantis evitáveis, bem como a morbilidade e a desnutrição, são ainda elevadas, no país. Na província de Nampula, estima-se que mais da metade das crianças menores de cinco anos tiveram malária no último ano e 55 por cento sofreram de desnutrição crónica – o que significa que mais de metade destas crianças não poderão atingir o seu potencial máximo de crescimento e desenvolvimento mental. A sua saúde e produtividade serão comprometidas, pelo resto das suas vidas. O rácio de mortalidade materna continua alto, apesar de ter caído nas últimas duas décadas. Atinge cerca de 489 em cada 100 mil partos. A taxa de mortalidade neonatal alcança cerca de 27 em cada mil nados vivos.Durante o evento de ontem, em Nampula, a Chefe da Equipa de Nutrição da USAID/Moçambique, Maureen Malave, reiterou o apoio contínuo da USAID na melhoria da saúde materna, infantil e nutricional, tendo mencionado a importância da colaboração entre os sectores chave na área de saúde materno-infantile nutricional. Desafiou, igualmente, a todos os intervenientes chave a unirem-se “cada vez mais, tendo em vista o desenvolvimento de programas sensíveis às necessidades da população moçambicana.”

Através do Ministério da Saúde, o Governo Americano irá, nos próximos anos, trabalhar com o Governo Moçambicano para continuar o seu apoio na melhoria da saúde materno-infantil e nutricional. Para a província de Nampula, em particular, o apoio será dado através de dois novos projectos de saúde infantil e nutrição a iniciarem em 2019.

FOTO: Maureen Malave, Chefe da Equipa de Nutrição da USAID/Moçambique, discursando em representação da USAID Moçambique na Celebração das Actividades do Projecto para a Sobrevivência Materna e Infantil (MCSP), ontem, 20 de Dezembro de 2018, em Nampula.

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This entry was posted on 26 de Dezembro de 2018 by in Moçambique.

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