Foi lançada esta quinta-feira, dia 24 de Janeiro, no auditório do BCI, em Maputo, a Agenda Mulher 2019, uma iniciativa da Women and Law in Southern(WLSA) e que conta com a parceria, entre outros, do BCI, a primeira instituição privada a fazê-lo.
O presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, como anfitrião, foi o primeiro a tomar a palavra para dizer que o “BCI tem sido alvo de vários sinais de reconhecimento por parte de instituições centradas na temática da Mulher, particularmente no que diz respeito ao empoderamento feminino, com o estabelecimento de protocolos com Africa MSME, Associação Mukhero, FSDMoç, Movimento Kuhluka, particularmente financiando o Kit Dignidade”.
Para a representante do programa AGIR, Helena Chiquele, “contar com parceiras como a WLSA é uma questão de alinhamento quase natural. Ao levar a cabo as suas acções de defesa e promoção dos direitos das mulheres, no âmbito do programa AGIR e não só, a WLSA serve de inspiração para as outras organizações que trabalham na área de promoção dos direitos das mulheres e da igualdade do género. O trabalho que a WLSA faz na área da pesquisa tem servido de base a muitos trabalhos de advocacia para a desenvolvimento dos direitos das mulheres.”
Por fim interveio Berilha Cossa, representante da WLSA. Cossa passou em revista um pouco da história da instituição fundada em 1989 e que tem como missão a defesa e luta dos Direitos Humanos, espacialmente os direitos humanos das mulheres. A WLSA está presente em sete países da África Austral, entre os quais Moçambique e trabalha em quatro áreas estratégicas: pesquisa, formação, comunicação e desenvolvimento institucional. “As nossas acções têm contribuído para a elaboração de dispositivos legais, como foram os casos da Lei da Família, da Lei da Violência Doméstica, do Código Penal e mais recentemente a legislação contra os casamentos prematuros.”
A Agenda Mulher é parte do trabalho da WLSA que vem sendo publicada desde 2008. Para cada ano é escolhido um tema específico. “Este ano é a violência sexual como um atentado aos direitos das mulheres. A escolha deste tema não foi obra do acaso. Vimos assistindo diariamente a este fenómeno que vai contra a dignidade e o valor do ser humano. Esta agenda é um contributo da WLSA para que mais vozes se façam ouvir