Noventa alunos do Instituto Politécnico Global, uma instituição de ensino sedeada em Maputo, visitou, esta quarta-feira, 13 de Fevereiro, a exposição “Pancho: Outras formas e olhares” da autoria de Sónia Sultuane e Jorge Dias, patente desde o dia 23 de Janeiro, no Auditório do Edifício-sede do BCI.
A visita enquadra-se no âmbito do programa curricular deste Instituto, e tem em vista permitir que os alunos aprendam as diferentes manifestações artísticas e formas arquitectónicas.
Composto por alunos da 6ª à 10ª classes, com idades compreendidas entre 11 a 16 anos, o grupo teve a possibilidade de apreciar a mostra, e de interagir com os autores das obras.
Para Salvador Victor Panguene, professor de física do Instituto Politécnico Global, que acompanhava os alunos, “esta é uma experiência única para a escola, e em particular para os alunos. É uma oportunidade de aliarmos os conhecimentos científicos às actividades extracurriculares. A escola realiza várias destas actividades. Para além do desenho técnico, por exemplo, eles têm a possibilidade de desenvolver a arte. Temos na escola um clube de arte” – disse, acrescentado que com o intuito de impulsionar o gosto pela arte, “fizemos esta visita que dá a possibilidade de interacção com os próprios artistas. O propósito é dotar as crianças não só de conhecimentos científicos e de valores morais, mas também de uma visão cultural. Por termos vindo aqui, compreendemos melhor, por exemplo, a obra de Pancho, arquitecto que projectou centenas de obras aqui em Maputo.”
Já para o artista Jorge Dias, “é muito importante que as escolas visitem as exposições de arte. É importante também que haja este espaço aqui no BCI para que as visitas aconteçam. Mostrar os trabalhos aos alunos e dar-lhe a possibilidade de interagirem com os autores das obras abre-lhes muitos horizontes, quer do ponto de vista da imaginação, quer do ponto de vista de perspectiva de futuro. Aprecio bastante que esta exposição, que partilho com a Sónia Sultuane, seja visitada por pessoas de vários segmentos etários e de diversos statussociais, para além da excelente perspectiva de interagirmos na primeira pessoa com o público”.