Olá Moçambique

ocupar o tempo com o que se passa em Moçambique

Universidade Politécnica vai apoiar Fundo da Paz e Reconciliação Nacional

A Mozambique Business School (Escola de Negócios da Politécnica) vai capacitar quadros e rever o modelo de governação institucional do Fundo da Paz e Reconciliação Nacional, bem como desenvolver e implementar programas de formação técnico-profissional para os combatentes.

Para o efeito, as duas instituições assinaram, na segunda-feira, 18 de Março, em Maputo, um memorando de entendimento que prevê, igualmente, a realização de estudos de viabilidade, com vista à instituição de um fundo de pensões e à criação de um microbanco para a prestação de serviços financeiros a este grupo social.

Intervindo após a cerimónia de assinatura, o presidente da Mozambique Business School, José Tomo Psico, referiu-se à importância deste memorando na valorização dos feitos dos combatentes.

“É necessário valorizar e integrar devidamente aqueles que fizeram tudo o que esteve ao seu dispor para conquistar a independência e a integridade territorial do nosso País”, disse José Tomo Psico, que considerou que uma das formas de garantir a valorização dos combatentes é a formação, pois só assim é que se pode garantir a sustentabilidade dos diversos programas e iniciativas de financiamento geridos pelo Fundo da Paz e Reconciliação Nacional.

Para o presidente da Mozambique Business School, é importante “preparar as pessoas que poderão obter financiamento para garantir uma boa gestão e a rotatividade dos fundos para que mais combatentes sejam beneficiados pelos programas”.

Por seu turno, o director executivo adjunto do Fundo da Paz e Reconciliação Nacional, Guido Machipissa, é de opinião de que a assinatura deste memorando vai permitir uma boa gestão da instituição e dos recursos, com vista a uma boa reinserção económica e social dos combatentes.

“Estaremos mais capacitados para enfrentar os desafios. Geralmente, quando abordamos potenciais parceiros, a primeira coisa que querem saber é como é que estamos organizados para terem a certeza de que saberemos gerir os recursos alocados”, asseverou Guido Machipissa.

Outra mais-valia apontada por Guido Machipissa tem a ver com o facto de o memorando incluir a formação dos combatentes, grupo-alvo da instituição que dirige: “Podemos dizer que estávamos a semear no deserto porque, por exemplo, atribuíamos dinheiro ou meios de trabalho, sem antes sabermos se a pessoa estava preparada ou não, e isso influenciava negativamente nos níveis de reembolso”.

Deixe um comentário

Information

This entry was posted on 19 de Março de 2019 by in Moçambique.

Enter your email address to follow this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 2.523 outros subscritores

Arquivos