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Desafios e oportunidades na indústria extractiva e megaprojectos

Num futuro não muito longínquo, os mega-projectos irão alterar o panorama empresarial em Moçambique e criar novas oportunidades de negócio e investimento privado. Foi esta a nota dominante de um briefing económico organizado pela Câmara de Comércio Moçambique – Estados Unidos da América (CCMUSA) e o Millennium bim, em Setembro.

O evento, que procurou analisar a nova vaga de crescimento e diversificação económica e partilhar com a comunidade empresarial as principais notas do ambiente macroeconómico nacional, teve como keynote speakerOldemiro Belchior, economista-chefe e director da Banca de Investimentos daquela instituição financeira.

Após uma síntese radiográfica do actual cenário económico do país, Belchior afirmou que segundo as últimas previsões o peso da indústria extractiva no Produto Interno Bruto (PIB) irá superar os 30% a médio e longo prazos, contribuindo para a diversificação da estrutura produtiva nacional. Por conseguinte, a alteração do landscape empresarial, através da criação de novas cadeias de valor, parece um fenómeno inevitável. Entretanto, o desenvolvimento do conteúdo local, através da integração das empresas nacionais nas cadeias de valor dos mega-projectos, deverá obedecer a alguns princípios, nomeadamente: certificação de qualidade, recursos humanos e know how, perfil empresarial que respeite as normas internacionalmente aceites, entre outros.

A Banca, enquanto uma das principais peças do “xadrez” económico, tem um papel crucial. No entender de Oldemiro Belchior, a oferta de crédito atractivo e competitivo às empresas locais deverá ser a sua principal função. Não obstante as actuais adversidades, Belchior antevê um futuro promissor na economia moçambicana. Todavia, aponta alguns indicadores que considera os principais factores de risco, designadamente: atraso no arranque dos mega-projectos, vulnerabilidade a factores exógenos como o clima, riscos orçamentais causados pelo fardo da dívida pública interna, níveis de liquidez (quando altos tornam-se ociosos, devido aos custos de captação) e o crédito malparado.

Questionado sobre o impacto do conflito entre a China e os EUA na economia nacional, Belchior explicou que a grande consequência verifica-se na volatilidade do preço das commodities. No que respeita às consequências socioecónomicas da violência xenófoba na RAS, também sobre a economia nacional, o economista defende que “há um efeito de contágio para os dois lados, já que Moçambique é dos países africanos que mais consome bens primários da África do Sul.”

In Mozbusiness magazine

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This entry was posted on 20 de Novembro de 2019 by in Moçambique.

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