A economia moçambicana poderá registar um crescimento económico de 6,2%, nos próximos 10 anos, segundo a previsão da consultora Fitch, que aponta os investimentos que estão a ser feitos nos megaprojectos como principais factores.
Moçambique poderá registar um crescimento económico de 6,2% na próxima década. Trata-se de uma previsão que aponta para um crescimento acima da média de 5,9% registada entre 2009 e 2018.
De acordo com a referida análise, o Produto Interno Bruto (PIB) poderá crescer até 6,2%, em média, entre 2019 e 2028, acima da média dos 5,9% registados entre 2009 e 2018, com o crescimento económico a acelerar lentamente na próxima década, devido ao fluxo de investimentos no sector das matérias-primas.
De acordo com o relatório, estes investimentos “vão permitir que o país recupere do colapso no preço das matérias-primas e da suspensão do apoio orçamental por parte dos doadores.
Entretanto, na previsão de curto prazo, a Fitch Solutions mantém a estimativa de um crescimento de 1,4% este ano e de 3,8% em 2020, devido aos efeitos dos ciclones Idai e Kenneth.
Economia Moçambique com níveis de crescimento satisfatórios
Por seu turno, o Instituto Nacional de Estatística (INE), no seu relatório intitulado Síntese de Conjuntura Económica, publicado recentemente, indica que a economia moçambicana, ao longo do primeiro semestre do ano em curso, face ao período homólogo do ano transacto registou um crescimento de cerca de 2,3%.
De acordo com o INE, os ramos de Impostos sobre produtos (7,5%), Transportes e Comunicações (6,7%), Saúde e Acção Social (6,6%), Aluguer de Imóveis e Serviços prestados às empresas com crescimento na ordem de 4,7%, sendo que a Indústria Transformadora cresceu 3,7%, dados que influenciaram positivamente.
No entanto, os ramos de Electricidade e Água, Indústria Extractiva e Agricultura contribuíram negativamente em 3,5%; 2,9% e 0,05%, respectivamente, o que resultou numa desaceleração do PIB em 0.2pp em relação ao trimestre anterior.
Ainda de acordo com dados do INE, no I Trimestre de 2019, registou-se um movimento ascendente de passageiros e um aumento do volume de carga, quando comparado com o período homólogo de 2018, em cerca de 2,4% e 8,1%, respectivamente.
Relativamente ao trimestre transacto, o cenário contrariou o fluxo de passageiros ao reduzir cerca de 15,0% e manteve-se no mesmo sentido para a carga em cerca de 0,4%.
O transporte ferroviário de passageiros descreveu uma trajectória descendente revelada por variações negativas de 4,1% e 1,7% em relação aos trimestres passados e igual ao do ano anterior, respectivamente, e quanto ao transporte de carga registou incrementos de 5,2% e 19,4% face aos trimestres anterior e homólogo de 2018, respectivamente.
De acordo com os dados recolhidos com base na amostra do Inquérito Mensal aos Estabelecimentos Hoteleiros, o fluxo de hóspedes de Janeiro a Junho de 2019 cresceu face a igual período de 2018 em 9,6%.
Durante o período em análise, as dormidas registaram um ligeiro decréscimo, na ordem de 1,2%, face ao período homólogo e em relação ao trimestre passado cresceu em cerca de 4,4%.
No período em análise, tal como avança o INE, a importação de combustíveis, nomeadamente, do gasóleo e da gasolina, diminuiu, face aos trimestres homólogos de 2018 e anterior, em cerca de 42,2%, 34,6% e 62,1%, 49,8%, respectivamente.
O volume de negócios do sector de restauração no primeiro trimestre de 2019 decresceu em termos homólogos ao de 2018 e anterior em cerca de 6,7% e 1,5%, respectivamente.
O volume de negócios do Comércio cresceu face ao trimestre homólogo de 2018 em cerca de 17,2% e relativamente ao anterior decresceu cerca de 19,0%.
Ao longo do segundo trimestre de 2019, as receitas totais correntes e de capital fixaram-se em cerca de 55,4 milhões de Meticais, tendo superado o primeiro trimestre em 6,0 milhões de Meticais. Contribuiu para esta cifra os impostos sobre rendimentos, com um peso de 24,7% sobre as receitas totais. Desagregando mais os impostos sobre bens e serviços, o IVA contribui com um peso de 14,2%.
In Capital magazine