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Regendra de Sousa diz que foco será a industrialização

Os próximos cinco anos de governação em Moçambique são vistos como sendo de industrialização, segundo o ministro da Indústria e Comércio, Regendra de Sousa, durante um seminário sobre a indústria denominado “Desafios do Sector Industrial e Medidas para a sua Alavancagem”. Regendra referiu igualmente que esta industrialização virá da mineração.

O ministro da Indústria e Comércio em Moçambique diz que é preciso trabalhar para a industrialização ser uma realidade no país. Ragendra recordou que em 1974, na Coreia do Sul, o Produto Interno Bruto (PIB) era de 987 mil dólares ‘per capita’. Curiosamente, no mesmo ano, e num momento em que Moçambique ainda era colonizado, o seu PIB era mais elevado (1.040 dólares). Isto para dizer que, na época, tínhamos uma economia mais rica do que os sul-coreanos. Contudo, o cenário mudou e a Coreia do Sul encontra-se hoje muito mais desenvolvida.

Ragendra de Sousa considera que a área económica continua a ser uma das prioridades do Governo, sobretudo no que concerne à transformação da economia, por forma a dar um salto qualitativo no crescimento do PIB, o que no seu ponto de vista pode aumentar a competitividade e permitir uma entrada do país no mercado estrangeiro. E o ministro não parou, tendo ainda sublinhado que é preciso que o empresariado tenha um financiamento à altura bem como informação sobre matéria-prima.

Mateus Matusse, director nacional da Indústria, na apresentação do tema “Implementação da Política Estratégica Industrial”, defendeu entre outras ideias, a necessidade de se aumentar a produção industrial, uma vez que o PIB nacional tem estado em declínio, de 2017 e 2018.

Matusse diz ser necessário trazer “robustez” ao PIB, promovendo o conteúdo local, assim como definir as indústrias prioritárias, associando a isso uma redução das importações.

Solução da revitalização industrial mais próxima

O seminário em causa trouxe uma “luz no fundo do túnel” afirmando que o fundo para a revitalização da indústria em Moçambique deverá estar pronto em Dezembro.

A informação foi avançada pelo Banco Nacional de Investimento (BNI), considerando que o mesmo terá uma contribuição média de 9% no PIB. A “boa nova” revelada também pelo BNI, através do seu Presidente de Conselho de Administração, Tomás Matola, é que o Banco Mundial e investidores chineses estão interessados em financiar o projecto.

A iniciativa existe há cerca de 8 meses e nasceu da assinatura de um memorando que envolve o Ministério, o BNI e a CTA.

O presidente das Confederações das Associações Económicas, Agostinho Vuma, referiu ser necessário ter um sistema financeiro comportado, para que as taxas de juro sigam de encontro aos objectivos do sector privado. “Temos de começar a trabalhar com metas para que o que estamos a fazer seja mensurável”.

Aliás, Vuma alertou para o facto de que a redução de 300 médias empresas, no período de 2003 a 2015, significou a perda do valor acrescentado bruto da indústria manufactureira na ordem dos 9,4%.

Arão Nualane (texto) in Mozbusiness magazine

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This entry was posted on 20 de Novembro de 2019 by in Moçambique.

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