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Quando uma bicicleta significa maior inclusão

Projecto de mobilidade da Vale abrange cerca de 2 mil famílias no distrito de Moatize

Uma simples bicicleta pode mudar a vida de uma família inteira ou de comunidades. Encurta distâncias, dá maior mobilidade e aproxima populações. Só este mês, a Vale Moçambique já entregou 763 bicicletas à comunidade de Cateme, algumas das quais destinadas aos beneficiários de oficinas designadas por ‘Bike Negócios’.

Neste projecto, que teve início no final de 2020, a Vale tem como parceira a Mozambike – empresa que fabrica bicicletas em Moçambique e que está associada a vários projectos de responsabilidade social. Ao todo foram entregues mais de 1.800 bicicletas, beneficiando perto de 2 mil famílias de sete comunidades, situadas no distrito de Moatize, província de Tete.

A utilidade de uma bicicleta em populações distantes dos centros urbanos pode ser absolutamente transformadora e inclusiva. Tudo fica mais perto e tudo se faz mais depressa.Tumova Geraldo, 26 anos, é o socorrista da comunidade de Matambanhama e não tem dúvidas disso: “Uma bicicleta facilita muito, as pessoas chegam mais facilmente e mais rápido ao centro de saúde, à escola, ajuda para ir buscar água, ir à moagem, ir à machamba, ajuda em praticamente tudo”. Tumova foi um dos contemplados com a oferta da Vale, um presente que o deixou “muito feliz” e que faz toda a diferença no trabalho que desenvolve na aldeia. “A minha função é prestar primeiros socorros às pessoas da comunidade, quando alguém tem doenças como diarreia ou malária desloco-me a casa das pessoas para dar alguns medicamentos. E quando tenho missão de serviço em Moatize agora também chego muito mais rápido, é menos cansativo e dá para transportar coisas”, explica.

Farnicia Evaristo Almado, tem 38 anos e cinco filhos. Trabalho não lhe falta, mas a bicicleta veio dar uma ajuda preciosa a esta mulher que, para além das tarefas da casa, tem também de cultivar a machamba, ir buscar água e lenha ou comprar carvão. “Ajuda muito, chego muito mais cedo a todo o lado”, garante. Américo Inácio, marido de Farnicia, adianta mesmo que passaram a ir a Moatize com mais frequência. “Vendemos milho e pepino que agora conseguimos transportar na bicicleta e conseguimos chegar à cidade muito mais depressa para podermos vender”, conta.

Neste projecto são contempladas as comunidades de Matambanhama, Ntchenga, Mphandue, Phonde, Catete, Calambo e Cateme. Com as bicicletas, são também entregues kits de material suplente para garantir uma maior longevidade daquele meio de transporte. O projecto integra ainda uma componente de auto negócio que beneficia cerca de 15 jovens das referidas comunidades com a criação de oficinas de ‘Bike Negócio’. O objetivo passa por criar oportunidades de negócio na área da manutenção, reparação e venda de acessórios, como forma de ajudar a comunidade a manter as bicicletas em bom estado. Em simultâneo, representa uma fonte de rendimento para os jovens que fazem parte da iniciativa.

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This entry was posted on 29 de Março de 2021 by in Moçambique.

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