A Câmara de Comércio de Moçambique acaba de criar um pelouro dedicado à construção civil, com vista ao estabelecimento de contactos e à divulgação de oportunidades de negócio entre os seus membros.
Com vista ao alcance destes objectivos, a agremiação organizou na última quinta-feira, 12 de Outubro, na cidade de Maputo, um seminário de divulgação das oportunidades existentes no sector. O mesmo contou com a participação de cerca de 150 empresas das cidades de Maputo e Matola, que também tiveram a oportunidade de expor os seus produtos e serviços.
Conforme explicou Carlos Quadros, presidente do Pelouro da Construção Civil da Câmara do Comércio de Moçambique, a criação desta entidade visa responder à fraca divulgação de oportunidades que se verifica neste sector, apesar de o mesmo estar a registar um crescimento considerável.
Assim, segundo Carlos Quadros, “pretende-se que os membros se conheçam, interajam e, por via desta plataforma, tirem proveito das oportunidades que o País oferece, porque elas existem”.
Na mesma ocasião, o presidente do Pelouro da Construção Civil chamou à atenção para a necessidade de as empresas se organizarem para poderem responder à altura dos desafios que o mercado e o sector impõem.
“É necessário que as empresas se capacitem, organizem-se e racionalizem os recursos de que dispõem para poderem entrar em projectos de grande dimensão. Este sector é muito amplo e o que o nosso pelouro pretende é dinamizá-lo”, considerou Carlos Quadros.
Para além da divulgação das oportunidades de negócios existentes no País, o encontro foi também marcado pela apresentação da Política de Conteúdo Local da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).
De acordo com Victor Tivane, director de Conteúdo Local da ENH, é importante que as empresas nacionais estejam preparadas para fornecer produtos e prestar serviços às multinacionais que actuam no sector de hidrocarbonetos, pois isso vai contribuir para o seu crescimento.
“Fazendo parte do desenvolvimento da indústria dos hidrocarbonetos, o empresariado nacional não estará só a promover o seu crescimento, mas também a contribuir para a criação de mais postos de trabalho para cidadãos nacionais, alargamento da base tributária, entre outros aspectos benéficos para o País”, referiu Victor Tivane.
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Câmara de Comércio cria pelouro de construção civil
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Vitória Diogo trabalha na província de Inhambane
A ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, efectua uma visita de trabalho à província de Inhambane, no quadro de monitoria e avaliação das actividades da administração do Trabalho.
Durante a sua estada de três dias, de 18 a 20 de Outubro, vai dirigir a abertura da reunião nacional da Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL) que tem como lema: “O tripartismo como factor de sucesso na resolução extra judicial de conflitos laborais”.
Vitória Diogo visitará sucessivamente os distritos de Zavala e Massinga onde procederá a entrega de uma Unidade Móvel, um tractor e um pilador respectivamente. Ainda na cidade de Inhambane, a ministra testemunhará a assinatura do memorando de entendimento para estágios pré-profissionais e entrega de kits no âmbito da Iniciativa "Uma Empresa Um Kit de Auto Emprego".
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Governação corporativa deve assumir maior relevância no País
Moçambique necessita de uma governação corporativa efectiva e responsável, assente na transparência, prestação de contas, responsabilidade, justiça social, competência e integridade para o sucesso dos negócios feitos pelas empresas públicas e privadas.
Este pronunciamento foi feito na quarta-feira, 18 de Outubro, em Maputo, por David Seie, director executivo do Instituto de Directores de Moçambique (IODmz), durante o workshop subordinado ao tema “Onde Estamos com Governação Corporativa em Moçambique?”, um evento organizado pelo IODmz em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC).
Falando para uma plateia composta por gestores seniores de entidades públicas e privadas, David Seie defendeu a necessidade de se ter excelentes profissionais nas organizações para que os negócios sejam frutíferos.
“É com bons conselhos de administração e com bons administradores que podemos fazer bons negócios”, adiantou, assumindo que “não se pode encontrar sustentabilidade e sucesso em qualquer negócio se estes profissionais não tiverem uma performance realmente efectiva e responsável”.
Para este efeito, David Seie sugeriu, aos presentes no workshop, um conjunto de soluções para que as organizações tenham bons resultados a nível dos negócios, dado que Moçambique necessita de uma governação corporativa efectiva e responsável.
“Sugerimos que internamente as empresas agendem encontros extraordinários para se debruçarem sobre governação corporativa. Nestes encontros, quer sejam do Conselho de Administração, quer sejam da reunião geral dos trabalhadores, os gestores de topo devem identificar as possíveis deficiências e definirem as respectivas acções estratégicas que visam optimizar o desempenho das suas organizações”, explicou.
Na qualidade de oradora convidada no workshop, Ansie Ramalho, consultora sénior de Governação Corporativa na África do Sul e antiga directora executiva do Instituto de Directores daquele país vizinho, descreveu, por sua vez, a governação corporativa como “um poderoso agente da mudança no mundo dos negócios”.
Na sua intervenção, referiu que “a governação corporativa não apenas muda as nossas empresas, os nossos negócios ou as nossas operações institucionais, como também muda o rosto da nossa sociedade, na medida em que a transparência cria uma forte ligação entre o negócio e a sociedade”.
“É, portanto, deveras importante para as organizações e também para o País a implementação da governação corporativa, da transparência e dos actos de responsabilidade nos negócios”, recomendou Ansie Ramalho.
Importa referir que, ainda no workshop, o IODmz debruçou-se sobre o impacto da implementação do Código de Governação Corporativa em Moçambique no sector empresarial, um instrumento adoptado em 2011 por esta agremiação, com vista a garantir a transparência dos órgãos de gestão das organizações.
De acordo com a comunicação, várias têm sido as empresas que se têm aproximado ao IODmz a solicitar assistência para a implementação deste instrumento, bem como para se inteirarem do funcionamento, dos órgãos sociais e dos respectivos comités de empresa.
FOTO: Ansie Ramalho
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Oswaldo Petersburgo no Fórum Mundial de Desenvolvimento Local
O vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Oswaldo Petersburgo, participa no 4º Fórum Mundial para o Desenvolvimento Económico Local que está a lugar na cidade da Praia, Cabo Verde, de 18 a 20 de Outubro corrente.
O governante foi convidado a participar naquele fórum como orador em dois painéis, onde irá debruçar-se sobre “O papel da cooperação e parceria territorial, numa perspectiva transnacional para fortalecer os processos e práticas de desenvolvimento económico local e a promoção da coesão nacional” e um segundo sobre como “Construir resiliência para um mundo próspero e pacifico: no quadro de um desenvolvimento económico local frágil e em conflito”.
O fórum irá apreciar a agenda de desenvolvimento sustentável de 2030, que foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas e os respectivos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
Moçambique está a implementar um projecto designado "MozTrabalha" financiado pela Organização Internacional do Trabalho, um dos co-organizadores deste fórum mundial, no referido projecto, no qual Moçambique tem mostrado a importância do desenvolvimento económico local para aproximar e promover o desenvolvimento das pequenas e medias empresas na geração de renda para os nacionais.
O 4º Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local irá partilhar experiências de diferentes países, bem como analisar o estágio de desenvolvimento económico local, como veículo para implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
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IMEP gradua 55 estudantes em cursos técnico-profissionais
O Instituto Médio Politécnico (IMEP), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, graduou, recentemente, um total de 55 estudantes formados em vários cursos.
Trata-se de 20 estudantes do curso de Construção Civil, 19 de Contabilidade, 8 de Gestão, 3 de Hotelaria e Turismo e 5 de Informática, que receberam os seus diplomas naquela que foi a XIII cerimónia de graduação do IMEP.
Intervindo na cerimónia, Isabel Zandamela, directora geral adjunta dos IMEP’s e das ESDP, endereçou votos de sucessos na vida académica para os estudantes que irão prosseguir com a formação superior, assim como no percurso profissional aos que vão exercer funções para as quais foram formados.
“Com base na aprendizagem adquirida no IMEP, esperamos que envidem todos os esforços para transformar, desenvolver, inovar e conceber produtos e serviços de elevada qualidade dentro dos sectores em que actuarem profissionalmente”, referiu Isabel Zandamela.
Importa referir que, durante a cerimónia, foram igualmente premiados os melhores alunos de cada curso, como também o estudante que mais se destacou a nível do instituto.
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AIESEC: “Líderes, para além de estar apresentáveis, têm de ter valores éticos e morais”
A Associação Internacional de Estudantes de Ciências Económicas e Empresariais (AIESEC-Moçambique) organizou, na quinta-feira, 19 de Outubro, o primeiro Company Future Leaders, um programa que visa alavancar as competências de liderança dos jovens.
Trata-se de um programa que, para além do desenvolvimento de competências de liderança, permite a ligação entre os jovens e grandes empresas, interessadas em encontrar os seus futuros líderes.
O evento, com apoio do seus tradicionais parceiros nacionais, entre eles a Odebrecht Moçambique, foi marcado pela presença do director do Instituto Nacional da Juventude, Johane Muabsa, que, na sua intervenção, realçou a importância deste tipo de iniciativa na capacitação dos jovens.
Para Johane Muabsa, “o Company Future Leaders vem complementar as iniciativas que têm sido levadas a cabo pelo Governo, através do Ministério da Juventude e Desportos, visando a formação dos jovens com vista a prepará-los para o futuro”.
Por seu turno, Deasy Muzima, presidente da AIESEC-Moçambique, instou os jovens presentes no evento, e não só, a assumirem o comando do seu futuro, adquirindo habilidades de liderança e cultivando valores éticos e morais.
“A liderança vai para além de saber falar, estar apresentável, etc. É ser uma pessoa com valores éticos e morais. É necessário que os jovens saibam liderar, pois só assim é que as suas acções terão maior impacto no mundo”, referiu Deasy Muzima.
Na ocasião, foi assinado um protocolo de parceria com BCI.
Para além do primeiro Company Future Leaders, que teve lugar na quinta-feira, a AIESEC-Moçambique realiza esta sexta-feira, 20 de Outubro, a sua segunda conferência anual, que vai reunir 150 jovens de mais de 20 instituições de ensino superior, provenientes das províncias de Maputo, Gaza, Sofala, Tete e Nampula.
No encontro, que é realizado numa altura em que a organização completa oito anos de existência em Moçambique, será definida a estratégias para seus próximos passos.
FOTO: Deasy Muzima, presidente da AIESEC Moçambique
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“Semana Aberta nas Empresas”: Standard Bank recebe estudantes da Secundária
Um grupo constituído por 50 alunos da Escola Secundária Malangatana Valente Nguenha, da cidade de Maputo, efectuou uma visita guiada, na quinta-feira, 19 de Outubro, à sede do Standard Bank, com o propósito de se inteirar do funcionamento desta instituição financeira, bem como do perfil dos seus colaboradores.
A iniciativa insere-se no âmbito do projecto “Semana Aberta nas Empresas”, implementando pelo MUVA, um programa que trabalha para assegurar um futuro melhor para jovens e mulheres dos bairros urbanos em Moçambique, em parceria com a Comunidade Académica para o Desenvolvimento – CADE.
Para além de terem conhecido alguns sectores do banco, como é o caso da direcção do Capital Humano e a do Crédito, os alunos participaram ainda numa palestra sobre a poupança, como também receberam, no fim da jornada, diversos brindes oferecidos pelo Standard Bank.
Contextualizando a iniciativa, o gestor do programa MUVA, Gabriel Machado, referiu que o projecto “Semana Aberta nas Empresas”, designado por MUVA Horizonte, beneficia um total de 500 estudantes de cinco escolas, que neste contexto irão visitar diversas organizações.
“O MUVA Horizonte é um projecto de orientação escolar e profissional que engloba diversos momentos, como o de acesso à informação escolar e profissional, no qual se enquadra esta visita ao Standard Bank”, avançou.
De acordo com Gabriel Machado, da visita efectuada àquela instituição financeira centenária no País, “os alunos tiveram a oportunidade de saber como é que o banco funciona, quem são os profissionais que nele trabalham e quais são as competências que se exigem aos colaboradores”.
No Standard Bank, o grupo de estudantes foi recebido pela directora de Capital Humano, Hélia Campos que, na ocasião assegurou que o banco encontrou, nesta iniciativa, uma grande oportunidade de prestar o seu contributo para a educação.
“Somos uma instituição que, no âmbito da sua estratégia de responsabilidade social, tem a educação como um dos seus fortes pilares, sendo que esta iniciativa do MUVA e da CADE enquadra-se perfeitamente nisso”, assegurou Hélia Campos.
“No meio desta interacção foi importante transmitir, aos alunos, que a escola é um factor bastante importante para o seu futuro profissional, sendo também necessário, para o caso do nosso banco, a observância de aspectos de ética e de deontologia profissional”, disse ainda Hélia Campos, que revelou que, do universo de 1000 colaboradores que o Standard Bank dispõe, mais do que a metade têm idades compreendidas entre os 20 e os 39 anos.
Na hora de fazer o balanço, o facilitador da CADE, Henrique Sitoe, referiu, por sua vez, que a visita ao banco foi positiva, na medida em que “os alunos tiveram a oportunidade ímpar de saber como uma instituição bancária funciona na sua íntegra e que competências são necessárias para se ser colaborador de um banco tão grande quanto este”.
“Estamos satisfeitos e a CADE sente-se honrada fazer parte desta iniciativa do MUVA Horizonte. Estamos gratos ao Standard Bank por ter-nos aberto as portas da sua sede para esta visita”, manifestou Henrique Sitoe.
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Grupo Odebrecht cria conselho global de conformidade
O Grupo Odebrecht acaba de criar o conselho global de conformidade com dupla função, nomeadamente pensar nos negócios a partir da ética e da sustentabilidade e assessorar os líderes internos das empresas do Grupo, em questões práticas.
Fazem parte deste órgão dez profissionais dos quais se destacam o ex-presidente da Transparência Internacional, Jermyn Brooks, o ex-presidente da Shell, Mark Moody-Stuart e a professora da escola de negócios de Harvard, Lynn Paine.
Todos possuem uma larga experiência em matéria de conformidade. A Transparência Internacional tornou-se a entidade mais famosa nesta área, sendo que Jermyn Brooks é igualmente um dos conselheiros de ética da Siemens.
O papel das empresas na sociedade e como competir com integridade e altos padrões de ética e transparência em ambientes desafiadores constituem duas grandes questões que constam da agenda do conselho.
Na sua primeira reunião, a 22 de Outubro, o conselho vai discutir o tema “regras de ética vs. Competividade”.
Segundo Sérgio Foguel, um dos membros do conselho, “há uma sinergia mundial em busca de ética e nós vamos actuar onde essa demanda já existe e vamos trabalhar para ampliar as demandas por integridade”.
A ideia da criação do conselho global nasceu em Abril de 2016. Foi uma iniciativa de Sérgio Foguel, responsável por liderar o processo de governação e ética.
A previsão inicial era de ter, além dos conselheiros fixos, profissionais de outros locais e com actuações diversas mas com uma visão e experiência amplas tanto geopolítica como estratégica.
"Eles podem trazer olhares, perspectivas e contribuições diferentes pela absoluta independência e externalidade", explicou Sérgio Foguel.
O primeiro a ser convidado foi Georg Kell, um dos criadores do programa Global Compact, das Nações Unidas, iniciativa que envolve mais de 9 mil corporações de 160 países e tem o objetivo de desenvolver, implementar e divulgar práticas e políticas sustentáveis e responsáveis.
Kell entusiasmou-se com a ideia, aceitou o convite e sugeriu outros dois nomes. Lynn Paine, professora da Harvard Business School e referência na produção académica de governação e ética, e Mark Moody-Stuart, vice-presidente do Global Compact e ex-presidente da Shell.
Também integram o conselho global Newton de Souza, ex-presidente da Odebrecht, e Cláudio Padua, um dos fundadores e vice-presidente do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), entre outros. Os profissionais foram convidados para um período inicial de dois anos.
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Conferência de Imprensa Alusiva ao Dia Mundial da Alimentação,
O Dia Mundial da Alimentação, que marca também a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) desde 1981, é celebrado anualmente a 16 de Outubro em mais de 150 países, entre eles Moçambique. A celebração desta data pretende chamar a atenção das pessoas em todo o mundo para questões de segurança alimentar e nutricional e para a necessidade de erradicar a fome nas nossas vidas.
O tema deste ano é: “Mudar o futuro da Migração. Investir em Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural.”
Porquê este tema? O mundo está a mudar. As pessoas estão a ser obrigadas a sair do lugar em que vivem em número maior do que em qualquer outra época desde a Segunda Guerra Mundial devido ao aumento dos conflitos e da instabilidade política. Mas a fome, a pobreza e o aumento dos eventos climáticos extremos ligados à mudança do clima são outros factores importantes que contribuem para o desafio da migração.
Para marcar a data, a FAO realiza esta Segunda-Feira, dia 16 de Outubro de 2017, às 10:00h, uma Conferência de Imprensa com a participação dos Representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Organização Internacional para Migrações das Nações Unidas(OIM) e do Programa Mundial para a Alimentação das Nações Unidas (PMA) para falar aos jornalistas sobre a ocasião.
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“Metro-Bus complementa o programa de reforma do Governo no sector dos transportes públicos”
O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, assegurou na quarta-feira, 11 de Outubro, em Maputo, que o projecto integrado de transporte de passageiros, denominado Metro-Bus, irá melhorar as condições de mobilidade urbana, tornando o transporte público mais seguro.
Carlos Mesquita fez estes pronunciamentos no parque da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, local para onde se deslocou com o propósito de testemunhar a chegada, ao País, do equipamento pertencente ao projecto Metro-Bus.
Trata-se de quatro automotoras com igual número de carruagens cada, 80 autocarros com 70 lugares, 30 autocarros com 30 lugares, para além dr três veículos para a assistência de pessoas com deficiência física.
Depois de se inteirar do funcionamento do equipamento, o governante referiu que ficou bastante agradado com o que viu, sobretudo por verificar que, quer as automotoras, quer os autocarros, como os veículos de assistência, estão em boas condições técnicas e estruturais.
Acerca do projecto Metro-Bus, Carlos Mesquita referiu que o mesmo veio para complementar o programa de reforma que o Governo tem vindo a fazer no sector do transporte público, “com o propósito de melhorar as condições de mobilidade urbana, a qual pretendemos que seja mais segura”.
“Trata-se de um projecto muito bem pensado e delineado, que vai complementar o outro programa que o Governo tem, que passa pela aquisição de 300 autocarros que chegarão ao País nos próximos seis meses, sendo que o primeiro lote de 100 autocarros deve chegar ainda este ano”, considerou.
No tocante à implementação do Metro-Bus, Carlos Mesquita referiu, ainda no contexto da visita que efectuou, que tudo depende da conclusão da fase de preparação logística, o que poderá acontecer dentro dos próximos 45 dias, “por forma a que, quando a operação iniciar, seja para ficar e com todo o cuidado necessário”.
“Os equipamentos já se encontram nos Caminhos de Ferro de Moçambique, empresa com a qual a Fleet Rail, proprietária dos comboios, está neste momento a discutir aspectos relacionados com o planeamento, horários, circulação de comboios, as velocidades a usar nas vias, as terminais, os parques de estacionamento, entre outros”, explicou.
Importa referir que o projecto Metro-Bus compreende três fases, sendo que a primeira, já em curso, integra a chegada, a Maputo, de qutrao automotoras, 16 carruagens e mais de 100 autocarros, estando a sua implementação prevista para 15 de Dezembro.
A segunda, que terá lugar até Junho do próximo ano, prevê a expansão do projecto até Marracuene e Boane, sendo que a terceira e última será implementada com a chegada do Metro-Bus nas fronteiras de Goba e de Ressano Garcia, bem como ao Município da Vila da Manhiça.
Com projecto integrado de transporte de passageiros, que será implementado pela Fleet Rail, espera-se que sejam transportadas 3.6 milhões de pessoas em 2018, reduzir o tráfego rodoviário nas estradas nacionais número 1 e 4, tornar os transportes públicos mais eficientes e mais seguros, bem como contribuir para a redução dos acidentes rodoviários.
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Légua da Beira” a 21 de Outubro
No âmbito das acções de responsabilidade social corporativa, a Cornelder de Moçambique organiza, no próximo dia 21 de Outubro, uma légua na cidade da Beira, capital da província de Sofala.
Denominada “Légua da Beira”, a prova, com um percurso de oito quilómetros, está dividida em seis categorias, nomeadamente federados, populares, veteranos, trabalhadores , comunidade portuária e estudantes e terá como ponto de partida o Largo dos Caminhos de Ferro de Moçambique.
Com o início previsto para as sete horas, a légua vai atribuir prémios monetários aos três primeiros classificados de cada categoria, em ambos os sexos.
À margem da prova está prevista a realização de uma feira de saúde e actividades culturais, que incluem ginástica e a actuação de conceituados músicos moçambicanos, dentre os quais Lizha James, Marlene, Pablo Baptista, entre outras surpresas.
De realçar que as inscrições decorrem até ao próximo dia 18, nas instalações da sede da Associação Provincial de Atletismo de Sofala, sita no Pavilhão dos Desportos, podendo participar atletas de idade igual ou superior a 18 anos.
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É preciso investigar as causas de os deputados adormecerem na Assembleia da República
A investigação é a principal ferramenta para a produção do conhecimento e da cultura no mundo actual e em Moçambique, em particular. Trata-se de um aspecto incontornável para a produção do saber, do conhecimento em várias áreas, sendo que, no contexto moçambicano, os docentes, estudantes e cidadãos, no geral, têm ainda um grande trabalho por realizar neste âmbito.
Esta foi a síntese da apresentação, efectuada pela docente da Universidade Pedagógica, Sarita Monjane-Henriksen, num colóquio, promovido, recentemente, em Maputo, pela Biblioteca Central da Universidade Politécnica, sob o tema “Investigação, conhecimento e produção cultural no espaço de língua portuguesa”.
Na sua dissertação a oradora levantou questões como: “Investigar o quê, porquê e como?". A docente universitária referiu-se a vários tipos de investigação e aos riscos que se apresentam no processo de elaboração de projectos de pesquisa.
No seu dizer, “ao realizar um projecto de investigação é necessário ter-se em conta as questões de viabilidade, custo e prazo”. Acrescentando, afirmou que se debruçou igualmente sobre a relevância temática, científica e social, incluindo os ingredientes principais para a produção de um bom projecto de investigação.
Revelou, na ocasião, um conjunto de temas que podem ser discutidos, no País, no âmbito da investigação, dando como exemplo, a importância que há em estudar-se os motivos pelos quais na Assembleia da República de Moçambique alguns deputados adormecem.
Na verdade, o que a docente sugere que se estude, do ponto de vista da Política Linguística, é questão da língua utilizada para a comunicação entre todos os participantes? Até que ponto o português é língua comum para a maior parte dos moçambicanos?”, questionou.
Um outro orador do colóquio, Moisés de Lemos Martins, da Universidade do Minho, em Portugal, incidiu a sua apresentação sobre “O repositório do acesso aberto ao conhecimento científico, cultural e artístico”.
Explicou que a globalização não é apenas a colonização em espírito, pois é também uma realidade pura e ambígua e tem a ver com a intervenção dos mercados ao nível mundial.
“As tecnologias de informação trazem melhor controlo tecnológico sobre os indivíduos, mas também permitem que estes se constituam como comunidade”, argumentou, sublinhando que as tecnologias alargam o espaço do controlo.
A mobilização tecnológica para o mercado global, conforme indicou, faz com que todas as coisas tenham valor económico, incluindo as pessoas, almas e espíritos: “Tudo hoje é avaliado em termos económicos e financeiros, isto resulta em indivíduos móveis, flexíveis e mobilizáveis para os interesses do mercado”, frisou o académico luso.
Num outro desenvolvimento, disse que “a todos os níveis, o que quer que façamos socialmente requer que sejamos competitivos. Para se ser competitivo é preciso adoptar a lógica da produção, que não somos nós que a definimos”.
Para Moisés de Lemos Martins, a disseminação de informação e conhecimento, através de portais, sites, blogs e redes sociais é importante, devido ao proactivismo na rede e permite o desenvolvimento da cidadania, do sentido crítico e democrático das sociedades, o que consequentemente concorre para o desenvolvimento humano.
Ainda neste colóquio, o escritor moçambicano Crimildo Bahule dissertou sobre "Como produzir cultura e fazer música em língua portuguesa num espaço em que a maioria é de língua bantu".
Levantou questões pertinentes para se debater e afirmou que: “Se temos um músico que produz música em língua portuguesa, automaticamente, num cenário como o nosso, está a cantar para poucas pessoas. Produzir cultura, concretamente a música, em espaço de língua portuguesa é como andar na areia movediça, porque a maior parte das pessoas, em Moçambique, não vai perceber a mensagem. Talvez esse dilema não se coloque nos casos do Brasil e Portugal, mas em Moçambique a língua portuguesa é usada apenas nas editoras, mas, quando falamos de percepção, a maioria da população não está identificada com a língua portuguesa, pois a base etnolinguística ainda é muito forte para questões identitárias no País”, defendeu Crimildo Bajule.
FOTO: Sarita Monjane-Henriksen
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Sasol reforca capacidade de professores de Ciencias Naturais em Govuro e Inhassoro
A Sasol e os seus parceiros, a Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) e a International Finance Corporation (IFC), assinaram um Memorando de Entendimento com a Universidade Pedagógica em Maputo, representada na cerimónia pelo seu Magnifico Reitor, Prof. Dr. Jorge Ferrão.
O programa de capacitação de professores, cuja implementação em 3 anos está avaliada em cerca de 400 mil dólares, tem como objectivo impulsionar a qualidade da educação nas áreas de Matemática e Ciências Naturais para estudantes de 8ª a 12ª classes, nos distritos de Inhassoro e Govuro, na provincia de Inhambane. Seis escolas secundárias de Pande, Doane, Inhassoro e Maimelane receberam já laboratórios, materiais de ensino e aprendizagem como parte do programa.
Na ocasião Martin Waterhouse, Vice-Presidente de Operaçoes da Sasol em Moçambique, referiu que “A assinatura do memorando hoje reforça o nosso compromisso na promoção da educação, particularmente nos assuntos relacionados à Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) para beneficiar não só a Sasol, como um futuro empregador, mas o sector de petróleo e gás como um todo”.
O projecto de gás natural tem trazido benefícios significativos para Moçambique, tendo o investimento permitido iniciar a realização de benefícios da riqueza natural do País, fornecendo desta forma uma plataforma para os tão necessários investimentos, crescimento económico, formação de mão-de-obra nacional e desenvolvimento social.
O compromisso da Sasol em Moçambique iniciou há mais de uma década, quando juntamente com a Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, SA (CMH) e a International Finance Corporation (IFC), desenvolveu o projecto de gás natural de Pande e Temane. Este projecto foi pioneiro na monetização dos campos de gás de Pande e Temane, que se encontravam sem mercado, há mais de 30 anos.
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Mulheres moçambicanas ousam empreender na artes e na cultura
Mais de meia centena de mulheres empreendedoras participaram na última sexta-feira, 6 de Outubro, na quarta edição do Lioness Lean in Breakfast, um evento que visa a partilha de experiências na área do empreendedorismo por parte de empresárias.
Esta edição teve como oradoras três mulheres que actuam em áreas que muitos desenvolvem, geralmente, nos tempos livres, nomeadamente fotografia, maquiagem e decoração de interiores.
Trata-se de Evandra Cossa, directora executiva da Ezee Money Mozambique, Daisy Mogne, fundadora da Daisy Mogne Studio, e Iria Marina, fotógrafa de retratos ambientais e de documentários.
As três oradoras falaram sobre o seu percurso e experiência no mundo empresarial, dos obstáculos e desafios que tiveram de enfrentar para se imporem, para além de interagir com as participantes e aspirantes a empreendedoras.
Conforme explicou Sasha Vieira, responsável pela Incubadora de Negócios do Standard Bank, a escolha destas áreas visa desconstruir a ideia de que não se pode empreender na arte e na cultura.
“É um mito pensar que os artistas não são empreendedores. É possível, sim, fazer negócio no sector das artes e cultura. Por isso convidámos mulheres que tiveram a coragem e ousadia de empreender nestas áreas e hoje são referências”, considerou Sasha Vieira.
No mesmo diapasão, Melanie Hawken, fundadora da Lionesses of Africa, organizadora do Lioness Lean, defendeu que um dos segredos do empreendedorismo, a par da persistência, é a paixão pelo que se faz.
“Quem ama o que faz dificilmente desiste. Luta pelo seu espaço e oportunidades no mercado, e vence. É assim que todos começaram”, acrescentou Melanie Hawken, que também se referiu à necessidade de se encorajar as adolescentes e jovens a apostarem no empreendedorismo.
“Temos de as ensinar a iniciar e gerir um negócio. O nosso desejo é ver muitas empresas dirigidas por mulheres a liderar o mercado, e isso é possível. As três mulheres que participaram nesta edição como oradoras são disso exemplo”, concluiu.
Durante o evento, uma das questões abordadas tinha a ver com os obstáculos que os empreendedores, no geral, enfrentam para se imporem no mercado, tendo sido apontado o acesso ao crédito como um deles.
Entretanto, no que diz ao empreendedorismo feminino, em particular, uma das oradoras, Daisy Mogne, elegeu a aceitação da mulher, por parte da sociedade, como um dos obstáculos.
“A nossa sociedade ainda olha para a mulher como o sexo fraco. Por isso é importante que a mulher empreendedora tenha o apoio e amparo da família e das pessoas que a rodeiam. A persistência também é importante”, considerou.
O evento, organizado pela Lionesses of Africa, uma rede com mais de 400 mil mulheres empresárias em 49 Países do continente africano, é patrocinado pelo Standard Bank e conta com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos e da Shell Moçambique.






