Categoria: Moçambique

  • Transportes Públicos da Matola contam com mais quatro novos autocarros

    A Empresa Municipal de Transportes Públicos da Matola (ETM) conta, desde a última sexta-feira, 6 de Outubro, na sua frota, com mais quatro novos autocarros, passando assim de uma frota disponível de 12 para 16 viaturas.
    Espera-se ainda que, muito brevemente, a frota disponível da empresa cresça ainda mais, para 22 autocarros, com a recepção de mais seis, de um total de dez, quatro das quais estão pendentes da correcção de defeitos de fabrico, por parte do fornecedor.
    O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita testemunhou a entrada em circulação dos quatro novos autocarros no município da Matola, durante a visita que efectuou à ETM, com o objectivo de apurar o grau de desempenho desta transportadora pública rodoviária.
    "Estamos a notar algumas melhorias na oferta do transporte público urbano na Cidade da Matola. Testemunhamos hoje a entrada em funcionamento de quatro novas unidades, decorrendo o trabalho de correcções de defeitos de mais quatro autocarros que brevemente entrarão em funcionamento. A empresa vai receber mais duas unidades para completar o lote de dez unidades," disse Mesquita.
    Para além da ETM, o governante visitou, igualmente, a EMTPM-Empresa Municipal de Transportes Rodoviários de Maputo e a fábrica de automóveis Matchedje Motor Lda., localizada na Matola, tendo enaltecido o empenho das empresas municipais de transportes públicos, que se reflecte no aumento do índice de disponibilidade dos serviços de transporte público.
    Carlos Mesquita mostrou-se satisfeito com o que constatou, por reflectir a existência de maior cometimento das direcções das empresas públicas e seus trabalhadores no que respeita ao processo organizacional e sentido de manutenção.
    Na última visita, ocorrida em Junho passado à EMTPM, de 59 unidades que a empresa possuía acrescem-se agora três unidades, entregues no âmbito do projecto-piloto que a empresa tem com a Matchedje Motor, visando a reparação de um total de cinco autocarros.
    “Outra parceria que a EMTPM estabeleceu com a Matchedje Motor, dentro de um pacote de trinta unidades, que constam do acordo de reparação, 10 já foram igualmente entregues”, referiu Carlos Mesquita, acrescentando estar em curso um trabalho de identificação das avarias e dos acessórios necessários para a reparação das restantes viaturas.
    Logo que o processo de identificação das avarias for concluído, conforme assegurou, poderão ser reparadas as unidades avariadas e entregues para a sua exploração, num espaço de três meses.
    “Existe uma cláusula de garantia dos serviços efectuados pela Matchedje Motor de cerca de seis meses, o que é importante para garantir a operacionalidade das unidades, assim como a criação da capacidade local para a sua reparação”, afirmou o ministro, considerando que o resultado da sua visita é positivo.
    Ainda no mesmo dia, o governante testemunhou a concretização da ideia da transformação do primeiro lote de dez sucatas de autocarros em salas de aulas: “Agora falta proceder-se à sua entrega ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, para a sua alocação, com vista à minimização do drama das crianças que estudam ao relento, sob várias intempéries climáticas, como ventos e chuvas”, concluiu.

  • 10 finalistas moçambicanos vão estagiar na multinacional Hwawei

    Dez finalistas universitários vão efectuar um estágio pré-profissional, na República Popular da China, ao abrigo de um memorando de entendimento, assinado entre o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS) e a multinacional chinesa Huawei.

    Trata-se de estudantes moçambicanos provenientes das províncias de Cabo Delgado, Sofala e Maputo, com formação na área de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), que se despediram do País, na sexta-feira, 6 de Outubro, com destino à República Popular da China.

    No discurso que marcou a despedida do grupo de estudantes, a secretária permanente do MITESS, Maria da Graça Mula, descreveu a ida destes estudantes estagiários à República Popular da China, como resultado das excelentes relações bilaterais existentes entre os dois países.

    Destacou ainda que esta acção insere-se na materialização do Regulamento dos Estágios Pré-Profissionais, aprovado pelo Governo moçambicano, “que visa aperfeiçoar as competências do saber fazer e saber estar dos estagiários no ambiente pré-profissional, bem como aumentar o conhecimento prático, facilitar o recrutamento e a integração dos mesmos nas entidades empregadoras”.

    “A deslocação dos estudantes universitários à República Popular da China visa disponibilizar oportunidades aos jovens finalistas, para o enriquecimento dos seus conhecimentos e competências adquiridas durante a sua formação”, considerou.

    A secretária permanente do MITESS aproveitou a ocasião para dirigir uma mensagem aos estagiários, na qual aconselhou-os a transmitirem a experiência da República Popular da China para outros estudantes moçambicanos.

    “Queremos que os jovens tomem com muito apreço esta oportunidade ímpar de estagiar numa das empresas mais prestigiadas da China e líder mundial das TICs, no caso a Huawei”, adiantou, recomendando para que “tirem um aproveitamento máximo desta oportunidade, porque ao regressarem vão poder transmitir essa experiência aos vossos colegas nas universidades onde estiverem e a todos os outros cidadãos ligados à vossa área de formação”.

    “Que sejam verdadeiros embaixadores de Moçambique na China, que representem condignamente os estudantes moçambicanos”, exortou Maria da Graça Mula.

    Intervindo também no acto, o embaixador da República Popular da China em Moçambique, Su Jian, destacou a cooperação entre os dois países, referindo “que este programa de estágios constitui mais um resultado da cooperação sino-moçambicana, nas áreas de formação profissional e do intercâmbio cultural”.

    “Este estágio contribuirá para o aprofundamento do conhecimento dos jovens moçambicanos sobre o nosso País, bem como para o seu acesso à ultima evolução da ciência e da tecnologia das telecomunicações”, assegurou.

    Falando em representação dos estudantes, Mohamed Ivaz agradeceu ao Governo moçambicano, através do MITESS, bem como à Huawei, “por terem oferecido esta grande oportunidade, de simultaneamente conhecer um novo país e obter novos conhecimentos. Esperamos que esta parceria seja duradoura”.

    Numa outra abordagem, Mohamed Ivaz falou da importância das TICs para o nosso País, referindo que “elas são realmente indispensáveis, na medida em que muitas organizações governamentais e não-governamentais, recorrem a estes meios para a difusão de informação a tempo inteiro”.

    Importa referir que o estágio pré-profissional deste grupo de estudantes na multinacional Huawei, na China, terá lugar entre os dias 7 e 21 de Outubro do ano em curso.

  • Pesquisadora Sara Jona Laisse: “Não há culturas superiores”

    A docente da Universidade Politécnica, Sara Jona Laisse, defendeu quinta-feira, 28 de Setembro, no Centro Cultural Português, em Maputo, que a literatura pode contribuir para estimular o diálogo intercultural e ultrapassar-se a concepção da existência de supremacia cultural.

    A especialista em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa fez estes pronunciamentos durante a 8ª sessão do ciclo de conferências Tertúlias Itinerantes, subordinada ao tema “Cartografias de (des)construção de hegemonias culturais: a literatura como espaço estruturante da interculturalidade”, evento no qual foi oradora.

    Com recurso a textos literários de autores de diferentes países da lusofonia, vídeos musicais e de declamação de poemas, Sara Laisse demonstrou, a partir de exemplos que exercício se pode desenvolver para o estímulo da interculturalidade.

    “Estes textos, de diferentes autores oriundos também de diferentes espaços geográficos, dialogam entre si e trazem-nos mensagens que nos podem ajudar a estimular a interculturalidade”, assegurou.

    Sobre o conceito de interculturalidade, a pesquisadora referiu que se trata de um diálogo de pessoas de culturas diferentes, que deve implicar o convívio entre as mesmas, para que este encontro possa reforçar o conhecimento mútuo, sem haver hegemonias. Esse diálogo deve ser democrático, baseado na ideia de reconhecimento mútuo.

    Aquela docente referiu ainda que é deveras importante observar-se que “a superioridade de uma cultura sobre a outra é algo inexistente e sem nenhuma prova científica”. Ela não tem razão de ser e as pessoas devem aprender umas com as outras e podem verificar que equivalentes culturais se pode trocar ou aprender uns dos outros. Temos de ter em mente que os homens são feitos da mesma essência e que apenas os seus modos de fazer diferem.

    Na qualidade de co-coordenadora das Tertúlias Itinerantes, um ciclo de palestras que traz, a Maputo, reflexões de investigadores de Moçambique, Brasil e Portugal sobre as dinâmicas da sociedade global, Sara Laisse fez, à margem da 8ª sessão, uma avaliação global desta iniciativa.

    No seu dizer, “ainda teremos mais duas sessões para encerrar esta edição. Todavia faço uma avaliação positiva destas tertúlias”. Esta iniciativa está a movimentar a cidade de Maputo em torno destes diálogos que integram especialistas de diferentes áreas.

    Importa referir que são coordenadores das Tertúlias Itinerantes 2017 a supracitada, e os professores Eduardo Lichuge da Universidade Eduardo Mondlane e Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona de Portugal.

  • Formação é a solução para o financiamento às PME

    Face às dificuldades de acesso ao crédito bancário, as pequenas e médias empresas (PMEs) moçambicanas podem buscar auxílio na academia, elegendo a formação como a melhor saída para o problema.

    Esta ideia foi defendida, quarta-feira, em Maputo, por Joaquim Mabuiangue, coordenador da Incubadora Tecnológica e de Empresas da Universidade Politécnica, durante as jornadas científicas transdisciplinares da Escola Superior de Gestão, Ciências e Tecnologias (ESGCT), uma unidade orgânica da Universidade Politécnica.

    Fazendo uma breve radiografia da relação entre as PMEs e a banca, Joaquim Mabuiangue considerou que, normalmente, os bancos não têm facultado o acesso ao financiamento para este núcleo de empresas, por considerar, em alguns casos, que não

    organizado.

    gangrafia da actual situaç7 de Setembro, em Maputo, por Joaquim Mabuiangue, coordenador da Incubadora Tecnolecnolsão suficientemente organizados.

    “Na visão das instituições financeiras, se uma PME não está devidamente organizada significa que não tem, por exemplo, as contas em dia e outras condições fundamentais para o acesso ao crédito”, avançou o académico, acrescentando que, “quando um investidor solicita um empréstimo, os bancos querem estar a par das suas contas, através do extracto bancário e do seu fluxo de caixa, ou seja, privilegiam a análise financeira”.

    “Nem sempre as PMEs têm essa capacidade de estarem devidamente organizadas, o que resulta na perda de financiamento por parte dos grandes bancos”, assegurou.

    A solução para este problema, conforme Joaquim Mabuiangue, está nas academias, que a seu ver fornecem instrumentos e capacitam as PMEs a estarem organizadas para terem acesso ao crédito.

    “Por exemplo, a nível da Universidade Politécnica temos estado a capacitar as PMEs e a oferecer cursos de gestão para os pequenos negócios, ensinando as pessoas como elas podem fazer a sua gestão e como devem fazer registos básicos”, referiu.

    Na mesma abordagem, revelou que A Politécnica é pioneira na formação de gestores bancários no que diz respeito aos créditos, através da Incubadora Tecnológica e de Empresas.

    “Enquanto formamos os pequenos empresários, estamos igualmente a formar os bancos em matérias de financiamento às PMEs, para que eles possam saber como devem emprestar dinheiro”, disse.

    Aquele orador fez este pronunciamento na apresentação do tema “Empreendedorismo hoje em Moçambique: desafios, possibilidades e oportunidades”, inserido nas jornadas científicas transdisciplinares da ESGCT.

    A respeito destas jornadas, que decorrem sob o lema “Promover a investigação, socializando o conhecimento”, a directora da ESGCT, Profª. Doutora Sandra Brito, referiu que as mesmas constituem um espaço de divulgação da produção técnico-científica da comunidade académica.

    “As presentes jornadas científicas visam, fundamentalmente, promover a investigação científica no seio da comunidade académica da ESGCT, bem como estimular a ligação entre a prática profissional, o mercado de trabalho e a cultura moçambicana”, concluiu Sandra Brito.

    FOTO: Joaquim Mabuiangue

  • Pensionistas beneficiam de consultas de oftalmologia em Tete

    Vinte e cinco pensionistas de velhice, da cidade de Tete e do distrito de Moatize, na província de Tete, beneficiaram de consultas de oftalmologia, numa iniciativa levada a cabo pela delegação provincial do INSS.

    As consultas aos pensionistas, recentemente realizadas, no hospital provincial de Tete, estão enquadradas nas actividades do programa de Acção Sanitária e Social da Delegação Provincial do INSS de Tete, para o ano de 2017.

    O atendimento consistiu no diagnóstico de doenças dos olhos e problemas de visão aos pensionistas, o que resultou na identificação de 11 com cataratas, dos quais seis, em situação grave, serão submetidos à cirurgia, enquanto seis outros irão beneficiar de próteses oculares (óculos). Aos restantes pensionistas foram identificadas patologias e medicados.

    Os pensionistas congratularam a iniciativa da delegação provincial do INSS, que possibilitou a resolução dos seus problemas de visão. Noutro desenvolvimento, solicitaram ao INSS para continuar com aquele tipo de iniciativa com “vista a proporcionar o bem-estar dos pensionistas do Sistema”.

    De referir que a Delegação Provincial do INSS de Tete proporcionou, no ano de 2016, consultas de oftalmologia a 20 pensionistas de velhice da cidade de Tete e dos distritos de Moatize e Angónia

  • AIESEC já implementou 500 experiências profissionais pelos jovens

    A Associação Internacional de Estudantes de Ciências Económicas e Empresariais – AIESEC juntou na quinta-feira, 5 de Outubro, em Maputo, os parceiros e simpatizantes desta organização na promoção do desenvolvimento da liderança global no seio da juventude, na 4ª edição do Partnership Breakfast.
    O evento serviu de plataforma de interação e apresentação da relevância e do impacto criado pela AIESEC Moçambique durante os oito anos da sua existência. Serviu, igualmente, para esta associação de estudantes angariar novos parceiros para a implementação de projectos futuros.
    Conforme referiu Deasy Muzima, presidente da AIESEC Moçambique, “neste 4º Partnership Breakfast demos a conhecer o que é a AIESEC e o que ela faz, visto que muita gente acha que se trata, apenas, de uma Associação Internacional de Estudantes de Ciências Económicas e Empresariais quando, na verdade, é uma plataforma global de liderança”.
    “Desde 2009 a esta parte, a AIESEC levou a cabo perto de 500 experiências profissionais em Moçambique, permitindo que jovens moçambicanos viajassem para os quatro cantos do mundo e que jovens estrangeiros viessem a Moçambique trabalhar em vários projectos sociais ligados aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável nas áreas de saúde, educação e género”, referiu.
    Para o mandato 2017-2018, designado por “Geração 17-18”, Deasy Muzima referiu neste evento que o elenco por si liderado tem a missão de conceber acções para o desenvolvimento sustentável precisando, por isso, da entrega dos parceiros da AIESEC Moçambique.
    “Começamos, já neste evento, a convidar mais parceiros para colaborarem com a AIESEC na implementação de 107 experiências profissionais, no caso 45 jovens moçambicanos que vão para fora do País e mais de 50 jovens estrangeiros que estarão em Moçambique para trabalhos de voluntariado e estágios”, explicou.
    “Temos uma ambição muito grande, que é de movimentar 107 jovens ao redor do mundo, com um certo propósito de deixar o planeta cada vez melhor. Mas, para o efeito, precisamos que mais entidades ajudem-nos a materializar este objectivo”, manifestou Deasy Muzima.
    Discursando também no evento e em representação do ministro da Juventude e Desportos, o director Nacional para Assuntos da Juventude, Roy Tembe, destacou o papel da AIESEC Moçambique, assumindo tratar-se de uma organização que promove a capacitação dos jovens para a liderança no País.
    Apesar desta iniciativa ser da AIESEC, Roy Tembe referiu-se à realização do 4º Partnership Breakfast, assegurando que “ela também se enquadra no âmbito da Política da Juventude e no Programa Quinquenal do Governo, no que respeita à promoção de projectos de iniciativa juvenil, em beneficio da juventude”.
    Por este motivo, o director Nacional para Assuntos da Juventude incentivou os parceiros da AIESEC a continuarem a prestar o devido apoio a esta associação, “como forma de reforçar as capacidades de intervenção da juventude na solução dos seus próprios problemas”.
    “Aproveito a ocasião para felicitar os esforços desta associação, pelo contributo que tem vindo a dar na promoção de estágios, visando assegurar que mais jovens tenham acesso ao primeiro contacto com a realidade profissional”, terminou.
    Importa referir que durante o 4º Partnership Breakfast, a AIESEC Moçambique homenageou os seus parceiros, tendo para este efeito oferecido certificados de agradecimento.

  • 19.7 milhões de dólares vão viabilizar emprego juvenil

    The MasterCard Foundation vai disponibilizar um total de 19.7 milhões de dólares para viabilizar acções conducentes à criação de emprego e de auto-emprego, para jovens desfavorecidos das zonas urbanas e suburbanas de oito províncias, dos quais quatro de Moçambique e igual número da Tanzânia, durante cinco anos.
    A iniciativa surge da constatação da actual conjuntura económica que coloca um desafio aos governos dos dois países, no sentido de se criarem condições para a implementação de diversas parcerias que melhorem a empregabilidade e empreendedorismo dos jovens.
    Segundo dados colhidos por aquela organização mundial, o desemprego e o subemprego nas zonas urbanas e suburbanas destes países representam um problema crescente e significativo, num momento em que o sector privado formal cria poucos empregos e os formados pelas instituições de formação profissional não aproveitam as poucas oportunidades de emprego oferecidas pelo mercado.
    Para agravar o cenário, existe um número crescente de jovens sem qualificações requeridas para acederem ao mercado de emprego, o que tem gerado uma maior pressão ao mercado de trabalho, levando a que jovens recorram ao trabalho no sector informal que actualmente se situa acima de 85 por cento da população economicamente activa em Moçambique e Tanzânia, países onde serão implementados os projectos.
    Em face desta realidade, o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), na qualidade de entidade governamental, através do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), Instituto Nacional do Emprego (INEP) e do GAPI foram escolhidas, esta semana, para implementar o programa designado Via “Rotas para o Trabalho” que será supervisionado pela Internacional Youth Foundation.
    O programa Via, Rota ou Caminho irá fornecer ferramentas ou indicar passos a seguir para que jovens na faixa etária dos 16 a 24 anos de idade, residentes na cidade e província de Maputo, Inhambane e Tete acedam ao emprego e auto-emprego.
    Para a operacionalização desta iniciativa, a Via irá proporcionar a 30 mil jovens economicamente desfavorecidos das áreas urbanas de Moçambique e Tanzânia de um conjunto de formações e serviços de apoio, de modo a permitir aos jovens aceder a melhores oportunidades de emprego assalariado ou auto-emprego.
    Segundo o director geral do IFPELAC, Anastácio Chembeze, os jovens serão dotados de ferramentas relevantes para que as suas habilidades respondam às necessidades do empregador.
    “Os jovens que participarem no programa de empregabilidade do Via receberão um conjunto de serviços que incluem formação técnica e em habilidades para a vida, ministrada pela IFPELAC, orientação profissional e apoio para colocação no emprego sob responsabilidade do INEP” disse Chembeze.
    Acrescentou que os jovens que estiverem no programa de empreendedorismo receberão um pacote similar ao acima indicado, formação em habilidades para a vida e em empreendedorismo, para aceder ao financiamento para o auto-emprego que estará a cargo do GAPI em representação do sector privado.
    Chembeze explicou que o programa está assente em quatro pilares: reforço da capacidade institucional, empregabilidade, empreendedorismo e monitoria e avaliação e que o encontro serviu para ajustar os termos de referência para se estabelecer o comité da via do qual farão parte o Governo, empregadores, sindicatos, associações juvenis e instituições académicas.
    O director da Youth, Ilídio Caifaz, não revelou o montante que será disponibilizado para Moçambique, mas garantiu que serão realizadas todas acções que visem dotar aos jovens desfavorecidos de ferramentas para o mercado de trabalho e para o auto-emprego nas quatro províncias do país.
    O projecto terá um foco para a empregabilidade, sob auspícios do Governo, para análise do mercado de trabalho, formação técnica, habilidades para a vida e orientação profissional, empreendedorismo, análise do sistema de mercado, inclusão financeira e apoio à criação de empresas, GAPI e por fim a gestão operacional e a monitoria e avaliação, a cargo da Youth.
    Governo, empregadores, sindicatos, associações juvenis e instituições de formação constituíram um comité de aconselhamento de um programa designado Via, Rotas para o Trabalho, no âmbito de um programa da Internacional Youth Foundation em parceria com o IFPELAC, INEP e GAPI e financiado pela The MasterCard Foundation.

  • Livro revela: Prisão preventiva é aplicada de forma abusiva pela Polícia e Procuradoria

    Foi lançada na quinta-feira, 21 de Setembro, a obra “A Arbitrariedade da Prisão Preventiva: A Desconsideração da Dignidade da Pessoa Humana e da Presunção da Inocência”, da autoria do juiz Hermenegildo Chambal.

    A obra traz uma reflexão em torno da prisão preventiva, buscando identificar e analisar, ao nível da lei e das práticas judiciárias, situações que configuram, à luz dos princípios dos direitos humanos, prisões arbitrárias e injustas.

    A banalização e o recurso excessivo à prisão preventiva foram as razões que levaram o autor a escrever o livro, lançado sob chancela da W. Editora e com o apoio da Associação Moçambicana de Juízes (AMJ).

    Conforme explicou Hermenegildo Chambal, dados indicam que, entre 2010 e 2014, de 35 a 45 por cento da população reclusória era constituída por presos preventivos, o que, para si, é um claro sinal da distorção da natureza jurídica da prisão preventiva.

    “A prisão preventiva é uma medida de coação de carácter excepcional e que visa acautelar fins de natureza instrumental, não fazendo, por isso, sentido o seu uso excessivo como tem ocorrido”, disse o autor.

    Para Hermenegildo Chambal, esta situação deriva, em parte, da desactualização do regime jurídico da prisão preventiva, que data do século passado. “As constituições de 1990 e de 2004 trouxeram novos paradigmas, em termos de sistemas de Direito, liberdades e garantias dos cidadãos, que impõem uma reflexão acerca da prisão preventiva”.

    Por isso, “é necessário fazer uma nova leitura na base dos novos princípios plasmados na Constituição da República e nos tratados internacionais com valor jurídico no País”, considerou Hermenegildo Chambal.

    Por seu turno, o presidente da Associação Moçambicana de Juízes, Carlos Mondlane, congratulou o autor da obra por analisar, com profundidade, o sistema jurídico moçambicano no que diz respeito à prisão preventiva e por trazer à tona as circunstâncias em que ela deve ser aplicada, assim como a responsabilidade das entidades que a violam.

    “Em Moçambique, a prisão preventiva é aplicada de forma abusiva por parte das instituições públicas, nomeadamente a Polícia, a Procuradoria e, nalguns casos, os tribunais, apesar de a Constituição da República defender que a liberdade dos cidadãos é a regra, sendo a privação da liberdade uma excepção”, reconheceu Carlos Mondlane.

    “É por isso que é comum ouvir queixas segundo as quais a Polícia prendeu e o tribunal soltou. É necessário entender que a actuação dos tribunais é no sentido de minimizar a agressão que o cidadão sofre quando ocorre uma prisão sem causa justificativa. Os juízes, em particular, mais do que outros, devem ser intransigentes contra qualquer tipo de violação de direitos humanos”, sentenciou o presidente da AMJ.

  • Ausência de valores éticos pode levar à falência das empresas

    O Instituto de Directores de Moçambique (IODmz) realizou na quarta-feira, 20 de Setembro, um seminário sobre a importância da liderança ética nas organizações, que teve como orador o administrador delegado do Instituto de Ética da África do Sul, Deon Rossouw.
    O seminário, que teve a duração de um dia e que contou com a participação de membros de conselhos de administração, executivos e líderes seniores de diversas organizações, esteve centrado na identificação dos valores éticos que devem nortear as organizações na sua interacção com os demais intervenientes.
    Conforme explicou o director executivo do IODmz, David Seie, o seminário tinha como objectivo consciencializar os líderes para a necessidade de agirem com ética e integridade no seu dia-a-dia.
    “Qualquer líder tem de liderar com base em princípios éticos. Temos visto no País que muitos não têm dado importância aos valores da ética, e isso tem um impacto negativo, tanto para o empresariado como para a sociedade. Há muitas empresas a falir, a despedir trabalhadores, etc. Falta uma liderança orientada por valores éticos”, disse David Seie.
    Por seu turno, o orador, Deon Rossouw, referiu-se à importância da observação da ética por parte dos gestores das empresas. “A ética é vital para o bom desempenho de qualquer organização. Se a organização negligenciar este aspecto não atingirá os resultados desejados”.
    “A sua não observância tem efeitos nefastos no desempenho da empresa, na vida dos trabalhadores, dos clientes e da sociedade”, acrescentou o administrador delegado do Instituto de Ética da África do Sul, que também chamou à atenção para a necessidade de os gestores de organizações não liderarem ou relacionarem-se com os seus subordinados com recurso à intimidação, mas sim baseados em valores éticos, tais como o respeito e a integridade.
    “A liderança ética é uma condição prévia para a sustentabilidade de uma organização. Os gestores que lideram as suas organizações de uma forma ética aumentam o sucesso e a sustentabilidade das suas organizações. Igualmente, garantem que os seus funcionários, clientes e fornecedores se mantenham leais e comprometidos com a sua organização”, concluiu Deon Rossouw.

    FOTO: David Seie

  • Vitória Diogo defende que estão criadas as condições para a melhoria dos benefícios concedidos

    A Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social defende que estão criadas as condições que concorrem para o melhoramento dos benefícios concedidos pelo Sistema de Segurança Social.

    Vitória Diogo defende este facto, tendo em conta as reformas introduzidas ao nível da Segurança Social, com destaque para o processo de Modernização e Informatização, bem como com a recente aprovação do Regulamento da Segurança Social Obrigatória.

    "O nosso maior orgulho é estarmos a caminhar rumo a uma efectiva Informatização e Modernização do Sistema de Segurança Social, a uma boa e transparente gestão, à melhoria da prestação de serviços aos utentes e com a recente aprovação pelo Governo do novo Regulamento da Segurança Social Obrigatória, estão criadas as condições que concorrem para o melhoramento dos benefícios concedidos pelo Sistema", frisou.

    A Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social faz esta antevisão na mensagem alusiva aos 28 anos do Sistema de Segurança Social Obrigatória que se assinalam nesta segunda-feira, dia 18 de Setembro.

    Na mensagem, Vitória Diogo enaltece o papel dos utentes do Sistema de Segurança Social Obrigatória, nomeadamente contribuintes (empresas), beneficiários (trabalhadores) que, segundo defende, souberam honrar sempre com os seus compromissos, mesmo nos momentos difíceis da situação económica e política do País.

    O Sistema de Segurança Social foi criado por Lei nº 5/89, de 18 de Setembro, com o objectivo de garantir a subsistência de trabalhadores nas situações de falta ou diminuição de capacidade para o trabalho e garantir a subsistência dos familiares, por morte do trabalhador ou pensionista. O mesmo compreende os regimes de Trabalhadores por Conta de Outrem (TCO) e Trabalhadores por Conta Própria (TCP).

  • Open Dataton Maputo 2017: Município de Maputo incentiva jovens a desenvolver soluções de base tecnológica

    A Incubadora do Standard Bank acolheu, no último sábado, o penúltimo workshop de preparação para a maratona de programação (Hackthon) com dados abertos do Conselho Municipal de Maputo (CMM), no âmbito do projecto Open Dataton Maputo 2017.

    Durante o evento subordinado ao tema “Recolha de dados com smartphone e análise de dados abertos”, o director de Planeamento Urbano e Ambiente do CMM, Euclides Rangel, incentivou os jovens a darem o seu contributo, com soluções tecnológicas, para a implementação do projecto que é financiado pelo Banco Mundial e conta com o apoio do Standard Bank.

    De acordo com o dirigente municipal, para quem os workshops são uma rampa importante para a disseminação do Open Dataton Maputo 2017, “o mais importante nestas sessões de formação é conseguir despertar e provocar, nos participantes, ideias a respeito desta iniciativa do CMM”.

    “Queremos todos ir de encontro às necessidades dos munícipes no que se refere à prestação dos serviços municipais”, manifestou Euclides Rangel, incentivando aos jovens a desenvolverem soluções de base tecnológica para o sucesso da implementação do Open Dataton.

    Sobre as perspectivas do município em relação ao Open Dataton Maputo 2017, Euclides Rangel destacou que é através desta plataforma que o CMM colocará à disposição dos munícipes da capital do País e não só, toda a informação relevante para a domínio público.

    “A iniciativa Open Dataton enquadra-se perfeitamente nos objectivos estratégicos do CMM no que se refere ao direito à informação, que é uma variável importante para os munícipes por um lado e, por outro, para melhoria da qualidade de prestação de serviços da nossa instituição”, manifestou.

    No que ao workshop diz respeito, Joaquín Tejada, do programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), abordou o tema “Recolha de dados com smartphone”, tendo na sua apresentação compartilhado a experiência da organização na utilização de aplicativos para o levantamento de dados.

    “Falei do levantamento de dados ligados ao transporte na cidade de Maputo e nas áreas metropolitanas da Matola, Marracuene e Boane”, referiu Joaquín Tejada, acrescentando que explicou aos programadores presentes no workshop sobre a importância de se saber processar e gerir este tipo de dados de interesse público, adaptando-os sempre às necessidades do País.

    Jean Barroca, especialista de Inovação e Tecnologias de Desenvolvimento do Banco Mundial, que falou da “Gestão de Dados do CMM”, valorizou, por sua vez, o Open Dataton Maputo 2017, referindo que o mesmo tem a vantagem de criar e trabalhar os dados abertos em duas perspectivas diferentes.

    “Por um lado na oferta de informação pública, por parte do CMM que disponibiliza publicamente a informação de que dispõe e, por outro lado, de se trabalhar com programadores locais, empresários e outras pessoas que, mesmo tendo necessidade de se informarem, sabem de forma criativa como podem utilizar os dados abertos para resolver os problemas da cidade de Maputo”, referiu.

  • II Cimeira da Financial Times e as oportunidades reais para investidores

    Neste momento decisivo da economia nacional, a segunda cimeira da Financial Times em Moçambique, a ter lugar no dia 9 de Novembro, em Maputo, vai focalizar-se na identificação das principais oportunidades existentes nos sectores de energia, banca, tecnologia e manufactura.
    A cimeira, que tem o Standard Bank como principal parceiro, vai igualmente, se debruçar sobre como o comércio entre países africanos contribuirá para o aumento do crescimento do potencial económico do continente e ainda sobre como fazer negócios num país dinâmico, como Moçambique, e as suas implicações legais, económicas, infraestruturais e culturais.
    Falando, no decurso da conferência de imprensa do lançamento do evento, ocorrida, esta quinta-feira, 14 de Setembro, em Maputo, o director-geral da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), Lourenço Sambo, disse que a mudança fundamental resultante da exportação do Gás Natural Liquifeito (GNL) e a mudança na economia moçambicana oferecem oportunidades reais para investidores e empresas internacionais.
    “Isso, combinado com uma população jovem e em crescimento, recursos emergentes e mercados amplamente inexplorados, pode, potencialmente, constituir para os investidores a base para se atingir um maior ROI (Return on Investiment) das parcerias”, sustentou Lourenço Sambo.
    O Standard Bank junta-se, pelo segundo ano consecutivo a esta iniciativa, devido ao seu cometimento em impulsionar o desenvolvimento da economia moçambicana.
    A-propósito, Alfredo Mucavela, chefe do departamento de Marketing e Comunicação do Standard Bank, referiu que a descoberta de um dos mais importantes jazigos internacionais de gás natural oferece um potencial de benefícios significativos a longo prazo para a capacidade de Moçambique atrair investimentos.
    “A missão fundamental desta segunda cimeira anual da Financial Times em Moçambique é promover o comércio e investimento nos sectores da indústria nacional e entrar em novas fronteiras para ajudar as empresas locais a enfrentar desafios e oportunidades de mudança, através de parcerias internas e externas”, frisou Alfredo Mucavela.
    Para a conselheira Estratégica da Financial Times para África Subsaariana, Marianne Haddad-Mazou, a cimeira está a tornar-se o principal evento de entrada para investidores, no País, focalizando-se na criação de condições para a concretização de negócios.
    “Para além de o formato dos painéis de debates permitirem a interação com o público e o acesso a alguns dos principais líderes da região, os palestrantes e delegados vão promover o comércio e o investimento entre Moçambique e o resto do mundo”, concluiu Marianne Haddad-Mazou.

    FOTO: Marianne Haddad-Mazou

  • A informação meteorológica eficiente minora os impactos dos fenómenos extremos

    A informação meteorológica deve ser providenciada em tempo útil e de uma forma clara e adequada aos usuários, afirmou quarta-feira, 13 de Setembro, em Maputo, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, na abertura do 4º Fórum Nacional de Antevisão Climática (FNAC), evento promovido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

    Na sua intervenção, o governante referiu que a previsão climática sazonal reveste-se de capital importância, na medida em que o País continua a registar um aumento na frequência e magnitude de eventos extremos de tempo e clima.

    “Refiro-me às cheias, secas, ciclones e tempestades que levam à perda de vidas e aos impactos significativamente negativos em vários sectores-chave para o desenvolvimento do País”, frisou.

    Por esta razão, Carlos Mesquita assegurou que o Governo moçambicano considera a meteorologia uma área de vital importância, sobretudo “por esta prover informações indispensáveis para os diversos sectores da economia do País tomarem as medidas necessárias, com vista a minorar os impactos dos fenómenos extremos do tempo e clima”.

    “Nesta base, temos estado a trabalhar, afincadamente, na criação de condições para dotar o sector de meteorologia de recursos necessários para o cumprimento integral da sua nobre missão”, garantiu.

    Sobre o FNAC, que neste ano reuniu na sua 4ª sessão, o ministro dos Transportes e Comunicações disse tratar-se de uma plataforma fundamental, através da qual são providenciadas informações sobre previsões climáticas e, sobretudo, a projecção da magnitude de eventuais fenómenos naturais extremos.

    “Este fórum tem vindo a dar mostras de evolução de ano para ano, no que tange à credibilidade dos prognósticos climáticos disponibilizados, instrumento que serve de base para a preparação e programação prévia eficaz, bem como a elaboração dos planos de contingência que facilitam uma melhor tomada de decisão”, destacou.

    Ainda no FNAC, o INAM deu a conhecer a previsão climática sazonal para o período de Outubro de 2017 a Março de 2018, que antevê a ocorrência de chuvas normais em todas as regiões do País.

    No mesmo dia, o titular da pasta dos Transportes e Comunicações procedeu ao encerramento do Fórum das TICs-2017 da Organização das Telecomunicações da Commonwealth (CTO), que decorreu, em Maputo, entre os dias 11 e 13 do corrente mês, sob o lema “Nações Digitais, Riqueza Digital”.

    Carlos Mesquita disse, na ocasião, ter ficado evidente que a caminhada para o futuro digital é de responsabilidade tanto individual como colectiva, sendo crucial a redução do fosso digital entre os países, bem como contribuir para o aumento do acesso às TICs.

    “Juntamente com esta realidade, é também de extrema importância criar um quadro regulatório específico que contribua para o controlo das mudanças criadas”, indicou o governante, acrescentando que “terminamos o fórum certos mais uma vez que a banda larga vai contribuir sobremaneira para o desenvolvimento económico e emponderamento dos cidadãos, o que, naturalmente, implica o desenho de estratégias que permitam o seu uso adequado”.

    O Fórum, que reuniu fazedores de políticas, reguladores e líderes da indústria de toda a Commonwealth, examinou os problemas mais actuais nos sectores das TICs, através de debates focados em políticas, regulamentos, tecnologias, operações, investimentos e cooperação multilateral.

  • Governos dos Estados Unidos e Moçambique aceleram resposta ao HIV na Zambézia

    Moçambique e os Estados Unidos da América oficializaram hoje o lançamento do “Plano de Aceleração da Resposta ao HIV da Zambézia”, que vai contar com um investimento de 15 milhões de dólares para o fortalecimento das infra-estruturas de saúde da província.

    A Ministra da Saúde, Nazira Abdula, o Governador da província da Zambézia, Abdul Razak, e o Embaixador dos E.U.A, Dean Pittman, participaram numa cerimónia protocolar e num evento comunitário celebrando o lançamento do programa, que vai ajudar os indivíduos e famílias afectados pelo HIV a acederam a serviços de saúde de grande qualidade para a prevenção e o tratamento da doença.

    Desenvolvido conjuntamente pelo Ministério da Saúde, a Direcção Provincial da Saúde da Zambézia e a equipa implementadora do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA (PEPFAR) em Moçambique, a iniciativa responde à actual situação epidemiológica na província, que tem o maior número de pessoas a viver com o HIV (PVHIV) em todo o país, mas a menor cobertura de pacientes em tratamento.

    Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que, actualmente, em cada 10 PVHIV, apenas quatro estão a receber terapia anti-retroviral na província, pretendendo-se com o plano que este número aumente para sete dentro de dois anos. A melhoria dos indicadores de retenção dos pacientes no tratamento será também uma prioridade a ser observada, tendo em vista o posicionamento da província relativamente às metas 90-90-90 da ONUSIDA, até ao ano de 2020.

    O programa de aceleração da Zambézia integra o plano anual conjunto dos governos dos Estados Unidos e de Moçambique financiado através do PEPFAR, e que contará em 2018 com um orçamento de cerca de 400 milhões de dólares.

    No caso da província da Zambézia e associado ao programa de aceleração, uma dotação de 15 milhões de dólares será direcionada para a melhoria da rede de infra-estruturas de saúde, com a previsão de construção de três novos armazéns de medicamentos e artigos médicos, e a instalação de cerca de 90 pré-fabricados para salas de consulta, farmácias e laboratórios.

    Desde o seu lançamento em Moçambique, no ano de 2004, os investimentos do PEPFAR em Moçambique atingiram o montante de três mil milhões de dólares, tendo como principais resultados a melhoria dos cuidados de saúde prestados no país, e o aumento exponencial do número de pessoas que acedem a serviços de prevenção e tratamento do HIV.

    Em Moçambique, o PEPFAR é implementado pela Embaixada dos E.U.A. através dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), do Departamento do Estado e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e do Corpo de Paz dos E.U.A.