A multinacional finlandesa das telecomunicações Nokia vai oferecer programas de estágios profissionais a jovens moçambicanos inscritos nos centros de emprego ou provenientes de instituições de ensino e de centros de formação.
Para o efeito, foi assinado na segunda-feira, 4 de Setembro, um memorando de entendimento entre a Nokia e o Instituto Nacional do Emprego (INEP), à luz do qual a multinacional vai, igualmente, formar mentores, organizar seminários de capacitação destinados a jovens candidatos ao mercado do emprego, cujas competências e habilidades precisam de ser aprimoradas.
De acordo com o director do Instituto Nacional de Emprego, Juvenal Dengo, a assinatura deste memorando insere-se no âmbito da promoção do emprego e de estágios profissionais para os jovens.
“Desde a aprovação do Regulamento dos Estágios Profissionais, em 2013, o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social tem desencadeado acções visando a identificação de parceiros que possam acolher jovens estagiários que se inscrevem nos centros de emprego ou provenientes de centros de formação que precisem de aprimorar as suas habilidades”, explicou Juvenal Dengo.
Para o director do INEP, este memorando reveste-se de capital importância na medida em que a Nokia é um gigante das tecnologias de informação e comunicação, o que vai ajudar os jovens a aplicar o conhecimento adquirido durante a sua formação.
Por seu turno, Sami Reineck, representante da Nokia em Moçambique, considera que este memorando vai abrir espaço para a transferência de tecnologia, através da formação de jovens e quadros moçambicanos.
“Esperamos trazer os nossos quadros, que vão interagir com jovens moçambicanos. O que queremos é desenvolver o capital humano e isso vai ajudar a desenvolver o País”, disse Sami Reineck.
Este memorando de entendimento foi assinado durante a visita de trabalho que o ministro da Economia e Emprego da Finlândia, Jari Lindston, efectuou ao nosso País entre os dias 4 e 5 de Setembro, no âmbito do estreitamento das relações comerciais e de cooperação entre os dois países.
Durante a visita, Jari Lindston foi recebido em audiência pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo. Os dois dirigentes abordaram a questão sobre a Política de Emprego, aprovada em 2016.
Moçambique é um dos sete países do mundo que recebem ajuda financeira para o desenvolvimento, à luz do programa político adoptado pelo Governo da Finlândia em 2007. Nesta lista, o nosso País ocupa a segunda posição, depois da Tanzânia, recebendo uma média anual de 37 milhões de euros.
Categoria: Moçambique
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Nokia oferece programas de estágios profissionais a jovens moçambicanos
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Ensino superior beneficia de formação em empreendedorismo
Encerrou na sexta-feira, 1 de Setembro, o primeiro curso de formação de formadores em empreendedorismo, orientado pela Erasmus Centre for Entrepreneurship, da Holanda e que contou com a participação de docentes das universidades Politécnica, Eduardo Mondlane e do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique.
O curso foi financiado pela Agência Holandesa de Cooperação, no âmbito do Projecto-Piloto do Curso Modular em Empreendedorismo, que tem a duração de um ano e que envolve as três instituições de ensino superior.
No total, foram seleccionados 10 docentes, sendo quatro da Universidade Politécnica, três da Universidade Eduardo Mondlane e igual número do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique, que durante três dias beneficiaram desta formação.
Intervindo na cerimónia de encerramento e entrega de certificados, a embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Pascalle Grotenhuis, referiu-se à importância do empreendedorismo na promoção do desenvolvimento inclusivo na sociedade moçambicana: “A Holanda desenvolveu-se, em parte, graças ao empreendedorismo e é uma experiência que nós queremos replicar em Moçambique. Em coordenação com parceiros locais, podemos capacitar jovens, estudantes universitários e outros grupos sociais em matérias de empreendedorismo, o que nos vai permitir criar um ecossistema capaz de dinamizar a nossa economia e fortalecer o sector privado”, considerou a diplomata.
Por seu turno, a pró-reitora para a Área de Pós-Graduação, Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação da Universidade Politécnica, Rosânia da Silva, realçou¸ por um lado, a importância deste projecto no desenvolvimento de competências e formação dos quadros das três instituições.
Rosânia da Silva referiu ainda que a formação constitui uma mais-valia para a Universidade Politécnica na medida em que “vai fortalecer as iniciativas que temos estado a desenvolver, através da nossa Incubadora Tecnológica e de Empresas e do Centro de Estudos, Negócios e Cooperação”.
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Cooperação a longo prazo: TDM-mcel e EDM formalizam acordo
As empresas públicas de base tecnológica TDM-Telecomunicações de Moçambique, mcel-Moçambique Celular e a EDM-Electricidade de Moçambique celebraram, no sábado, 2 de Setembro, em Marracuene, na província de Maputo, um Memorando de Entendimento, para promover uma cooperação sustentável de longo prazo.
Com o acto, as partes acordaram desenvolver uma parceria, visando gerar um impacto significativo nas redes de telecomunicações, na inovação tecnológica e em serviços partilhados a beneficiar as três empresas.
Este memorando, com benefícios recíprocos, prevê o desenvolvimento de infraestruturas das telecomunicações em Moçambique, elevação do conhecimento e investimento e nas empresas, partilha de serviços tecnológicos, de formação, de administração e de logística, visando a eficiência operacional e o potenciar de investimentos, bem como o fornecimento de melhores serviços aos seus clientes.
Ao abrigo do acordo, assinado pelo presidente do Conselho de Administração da TDM e da mcel, Mahomed Rafique Jusob, e pelo presidente do Conselho de Administração da EDM, Mateus Magala, as partes irão cooperar em projectos na área de serviços corporativos e de modernização de sistemas de governação institucional, incluindo a gestão e assistência técnica dos sistemas de fornecimento eléctrico para alimentar diferentes centros e nós das redes de telecomunicações.
As três empresas vão igualmente operar em conjunto em projectos nas áreas da formação técnica, gestão e de liderança, com vista a potenciar os recursos, para além de plataformas para atendimento a clientes, serviços de telemetria, lojas, serviços móveis e fixos, designadamente internet, linhas alugadas, entre outras.
Intervindo momentos após a assinatura do acordo, Mahomed Rafique Jusob referiu que a conjugação de sinergias entre as partes envolvidas é extremamente importante, pois vai permitir a melhoria dos serviços prestados, a cobertura de maior parte da população e a redução de custos operacionais.
“Pese embora os tamanhos desafios que hoje enfrentamos, devido à conjuntura económica nacional e mundial, as empresas juntam-se e demonstram um cometimento maior com o desenvolvimento do País”, frisou o presidente do Conselho de Administração da TDM e da mcel.
Por sua vez, Mateus Magala disse, na ocasião, que o acto representa o início de uma parceria bancável e assente no cometimento dos recursos humanos das três empresas.
“É interessante que tanto a EDM como a TDM e a mcel comungam uma visão comum de universalizar serviços. Nós universalizamos energia e a TDM e mcel universalizam a comunicação. Nós queremos ser o pólo de geração de energia na África Austral e a TDM e a mcel querem ser o pólo de geração da comunicação também na mesma região”, concluiu.FOTO: Rafique Josub, PCA da TDM e Mcel
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Fase 4 do projecto de Acesso Universal de Telecomunicações foi lançada
No quadro da implementação da fase 4 do projecto de Acesso Universal de Telecomunicações, 30 novas localidades, situadas em 28 distritos do País, passarão a ter acesso aos serviços de telefonia móvel nas vertentes de Voz, SMS e Internet.
Para este efeito, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, procedeu ao lançamento, na sexta-feira, 1 de Setembro, da primeira pedra para a implantação do projecto. O evento teve lugar na localidade de Vundiça, no distrito de Moamba, província de Maputo.
Conforme explicou Carlos Mesquita, na intervenção que se seguiu ao acto que simbolizou o arranque das obras de instalação da primeira infraestrutura, o Acesso Universal de Telecomunicações é um projecto do Governo moçambicano que consiste no cumprimento de uma obrigação específica, inerente à penetração de serviços de telecomunicações básicos de uso público.
De acordo com o governante, este projecto, avaliado em 432 milhões de meticais, “visa a satisfação das necessidades de comunicação das comunidades rurais, bem como das actividades económicas e sociais do País, através do Fundo do Serviço de Acesso Universal-FSAU”.
“Todas as acções desenvolvidas no quadro do Acesso Universal de Telecomunicações devem garantir que todos os cidadãos possam aceder a um nível básico de serviços de comunicações electrónicas e promover o acesso progressivo a uma vasta gama de serviços de comunicação e informação”, sublinhou o ministro.
Intervindo também na cerimónia, a presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique-INCM, Ema dos Santos Chicoco, disse que o Acesso Universal de Telecomunicações é um dos vários projectos lançados pelo FSAU, um serviço público sob gestão da Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique, no caso o INCM.
No entanto, esclareceu que a implantação da fase 4 do projecto de Acesso Universal de Telecomunicações está a cargo da operadora de telefonia móvel Movitel, selecionada por via de um concurso público aberto para o efeito.
“Acreditamos que a Movitel demonstrará a sua inquestionável capacidade técnica de levar as comunicações às zonas de difícil acesso”, reiterando que o projecto prevê a construção de 30 estações de telecomunicações em igual número de localidades, o que beneficiará mais de 360 mil habitantes.
Falando em representação da comunidade beneficiária, o administrador do distrito de Moamba, João Raiva, referiu que a escolha da localidade de Vundiça, para o lançamento do projecto de Acesso Universal de Telecomunicações, só revela o esforço do Governo central na melhoria das condições de vida das populações localizadas nas zonas rurais.
Assumiu, por outro lado, que “a instalação desta infraestrutura de telecomunicações vai trazer uma transformação radical no que às comunicações do distrito de Moamba diz respeito”.
“Faremos de tudo o que estiver ao nosso alcance para que as obras decorram normalmente”, assegurou o administrador do distrito de Moamba.
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MRM: Gigante da mineração no negócio dos rubis
Gopal Kumar, director geral da Montepuez Ruby Mining (MRM), lidera uma empresa de extracção de rubis que resulta de uma ‘joint venture’ entre a Gemfields (75%), líder mundial em pedra preciosa de origem responsável e a Mwriti Lda (25%), uma empresa moçambicana. Desde 2011, altura em que emitiu as suas primeiras licenças de mineração, a MRM optou pela mineração em larga escala e já foi associada à desdoberta de rubis mais promissora da história actual. Saiba como funciona o negócio dos rubis, os seus leilões e valores de venda expressos em milhões de dólares.
Helga Nunes (texto)
Qual é a situação actual da MRM Operations?
A Montepuez Ruby Mining (MRM) é uma ‘joint venture’ entre a Gemfields (75%), líder mundial em pedra preciosa de origem responsável e a Mwriti Lda (25%), uma empresa moçambicana. A MRM emitiu as suas primeiras licenças de mineração em 2011 e, desde então, definiu e implementou consistentemente a melhor abordagem estratégica para a mineração em grande escala na sua área de concessão. Tem produzido alguns resultados excepcionais e foi amplamente reconhecida como "a descoberta de rubis mais promissora na história actual".
– Qual foi o lucro da companhia no último ano?
Os números finais para este ano ainda não estão disponíveis. No entanto, as receitas agregadas totais geradas pelos oito leilões desde Junho de 2014 até ao momento são de USD 280,5 milhões.
– Como funciona a indústria da exploração de rubis em Moçambique e na região?
Aquando das primeiras descobertas de rubis na região, esta actividade estava sem regulamentação em Moçambique e era dominada por produtores artesanais de pequena escala, que operavam sem qualquer capacitação ou equipamento de segurança adequado. Houve um influxo significativo de comerciantes ilegais que se beneficiaram dessas práticas perigosas, aproveitando os mineiros artesanais e oferecendo preços bem abaixo do que era aceitável. Os impostos não estavam a ser pagos, o que significa que o Governo e os moçambicanos não estavam a receber a sua legítima parte.
O que foi feito para contariar esse estado de coisas?
Os governos nacional e provincial estão a trabalhar muito para regular a actividade de mineração ilegal de rubis em Cabo Delgado. Nos últimos anos, e em particular com a Gemfields e outras empresas que investem na área, tal aconteceu desenvolvendo a indústria, introduzindo boas práticas, criando empregos e projectos de intervenção social no local, incluindo escolas, clínicas de saúde e projectos de subsistência. Ou seja, a mineração dos rubis agora está a a ser transformada numa actividade em grande escala, organizada, social, economicamente responsável e ambientalmente sustentável, que paga impostos.
Que medidas a companhia toma no sentido de solucionar o problema relacionado com a competição imposta por exploradores ilegais?
A Montepuez Ruby Mining tem segurança no local para proteger a sua área de concessão, seus funcionários e contratados. E possibilita formação extensiva no sentido de garantir que isso seja feito de maneira segura, não violenta e respeitosa.
Por que é que os leilões ainda não são organizados em Moçambique?
Para atrair os maiores clientes do mundo, sentimos que é importante que os leilões tenham lugar numa plataforma internacional, numa região que lhes seja facilmente acessível. Como a maioria das empresas de lapidação e polimento se encontram baseadas na Ásia, torna-se lógico que os leilões ocorram lá. Como todo o imposto de produção é pago, independentemente de onde a extracção aconteça, para Moçambique não faz diferença em relação ao rendimento.
Parte da abordagem da Gemfield é promover e comercializar os rubis como commodities moçambicanas. Isso tem o efeito de aumentar a compreensão de que os rubis moçambicanos podem ser da melhor qualidade, igualando os da Birmânia, por exemplo, e isso está a gerar uma maior procura de rubis a nível global.
Que tipo de clientes surgem neste tipo de leilões e quais os principais mercados a que os rubis se destinam?
Os clientes convidados a participar do leilão não são apenas os melhores lapidadores e polidores do mundo, mas também aqueles que se associam ao código de conduta da Gemfields; suas políticas sobre práticas comerciais, sociais e ambientais. Os mesmos estão predominantemente baseados na Ásia, no entanto, os Estados Unidos da América (EUA) também estão a assistir actualmente a um aumento na procura de rubis.
O leilão, em Singapura, gerou uma receita de cerca de USD 44 milhões. Que parte dessa receita foi para a empresa e quanto se destinou ao Estado moçambicano?
O leilão mais recente, realizou-se em Junho deste ano, e gerou uma receita de US $ 58 milhões. O Estado moçambicano recebe cerca de 10% de impostos por cada leilão, além dos impostos empresariais obrigatórios.
In Revista Capital (Agosto 2017)
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823737: Mcel cria linha dedicada à redução da sinistralidade rodoviária
O País registou uma redução de 27 por cento no número de acidentes de viação e no de óbitos no primeiro semestre deste ano, período em que perderam a vida 515 pessoas vítimas da sinistralidade rodoviária.
Apesar destes números, as autoridades ainda continuam preocupadas uma vez que continua muito elevado o número de óbitos em consequência dos acidentes de viação, que também resultam em danos materiais avultados.
Como forma de contribuir para a redução da sinistralidade rodoviária e mitigação dos seus efeitos, foi lançada na quinta-feira, 31 de Agosto, uma plataforma de comunicação para participação de acidentes de viação, denúncias, assistência às vítimas e pedido de socorro e apoio.
A plataforma, que pode ser acedida através do número 823737, resulta de um memorando de entendimento assinado entre a operadora de telefonia móvel mcel-Moçambique Celular e a Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária (AMVIRO), visando a implementação de acções conjuntas para reforçar a estratégia de educação cívica sobre a prevenção e segurança rodoviária.
À luz deste memorando, para além da plataforma, a mcel vai disponibilizar à AMVIRO toda a sua cadeia de comunicação para a educação cívica sobre prevenção e segurança no trânsito e mitigação dos efeitos dos acidentes de viação.
Conforme explicou o presidente do Conselho de Administração da empresa TDM-mcel, Mahomed Rafique Jusob, a plataforma é composta por 15 linhas operacionais para facilitar a comunicação entre as delegações provinciais da AMVIRO ao nível do País e permitir que todas as situações de sinistralidade sejam comunicadas e respondidas no mais curto espaço de tempo.
“Queremos ser parte integrante deste processo de crescimento e desenvolvimento do País, daí o nosso empenho em continuar a apostar em iniciativas que beneficiam as comunidades, garantindo, desse modo, a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, disse Mahomed Rafique Jusob.
Para o presidente do Conselho Directivo da AMVIRO, Alexandre Nhampossa, a plataforma vai reforçar as acções que têm sido levadas a cabo pela organização na prevenção dos acidentes de viação e mitigação dos seus efeitos.
“A plataforma vem responder aos desafios que se impõem no contexto da segurança rodoviária e mitigação dos seus efeitos, nomeadamente a fluidez e universalização da comunicação”, considerou Alexandre Nhampossa.
Por seu turno, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, referiu que a assinatura deste memorando representa um passo importante para a assistência às vítimas da sinistralidade rodoviária na medida em que a sociedade passa a contar com mais uma plataforma de comunicação e advocacia que vai encaminhar as suas preocupações às entidades competentes.
Para Carlos Mesquita, a plataforma não deve ser usada só para matérias de assistência às vítimas, mas também para permitir a participação dos cidadãos no processo de fiscalização, encaminhamento de denúncias e outras irregularidades na via pública.
“A solução do problema da sinistralidade rodoviária não deve ser vista como uma responsabilidade somente das instituições do Estado ligadas ao sector. Toda a sociedade deve mobilizar-se para dar o seu contributo”, apelou o ministro.
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BCI oferece serviços financeiros a empresários
BCI oferece serviços financeiros a empresários
A Câmara de Comércio Moçambique-Brasil (CCMB) e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) rubricaram esta semana um memorando de entendimento por via do qual será disponibilizado um pacote de serviços em condições especiais aos filiados à CCMB.
Os referidos serviços estarão direccionados para o apoio à actividade empresarial nos domínios de tesouraria, investimento, serviços e meios electrónicos de pagamento, com um serviço personalizado contando com o elevado conhecimento que o BCI possui do país e das suas potencialidades e necessidades.
Falando por ocasião da assinatura daquele memorando, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, disse que “o compromisso deste banco em prol do desenvolvimento em que Moçambique está claro e bem patente nas actividades do dia-a-dia e este pode ser também um novo caminho de introduzir uma outra realidade empresarial”.
Paulo Sousa disse também esperar que os empresários e as empresas brasileiras que já estão presentes, e outras que vão se instalar no mercado moçambicano nos próximos tempos não se deixam abater pelas dificuldades que o país vive e que estão relacionadas com a conjuntura.
Por seu turno, Fernando Nhassengo, Presidente da CCMB afirmou que foi com grande júbilo que esta agremiação e seus associados celebraram a assinatura do memorando de entendimento com o BCI que, entre outros, visa assegurar recursos financeiros que permitam empresários moçambicanos e brasileiros possam investir em Moçambique e, por essa via, garantir uma maior e melhor relação comercial com benefícios para os sectores da indústria, agro-processamento, em suma, na diversificação da economia.
Rodrigo Soares, Embaixador do Brasil em Moçambique, sublinhou a importância do estabelecimento de parcerias económicas entre empresários moçambicanos e brasileiros, sobretudo nesta altura em que estão em curso reformas na Política Monetária nacional que tem produzido resultados positivos.
Referiu ainda que persistem alguns desafios em relação ao retorno fiscal, “mas tenho um optimismo grande em relação a isso porque temos a agricultura que possui um imenso potencial e o agro-processamento”.
Do ponto de vista de cooperação técnica com Moçambique, Rodrigo Soares salientou o caso do projecto PROSAVANA e de iniciativas em curso no domínio do algodão, os quais tem apresentado resultados excepcionais. “Temos também um investimento importante aqui em Moçambique capitaneados pela VALE-Moçambique que chegam quase a dez biliões de dólares, e também empresas no ramo da construção civil e energia. Tenho certeza que os empresários brasileiros estarão prontos para fazer essa contribuição de desenvolvimento de Moçambique”, concluiu.
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Chonguiça e o lado ‘business’ da Arte
O conceituado músico moçambicano Moreira Chonguiça encara a arte como um motor impulsionador da economia em qualquer parte do mundo. Em Moçambique, terra que o viu nascer, Chonguiça defende um esforço integrado e congregador de todas as forças vivas da sociedade para que a arte, e mais concretamente o Jazz, se converta num instrumento dinamizador e gerador de riqueza.
Gildo Mugabe (texto) . Shanna Chicalia (fotos)
É do conhecimento geral que a economia moçambicana é diversificada. Entretanto, poucos sabem ou entendem que nessa diversificação reside também a Cultura ou a Arte e que esse eixo pode vir a ser um elemento fundamental na geração de riqueza.
Para o músico Moreira Chonguiça, a arte expressa-se através da música. E numa óptica mais específica, o Jazz assume-se como um género que se for bem acompanhado pela implementação de políticas estratégicas integradas, e no âmbito de uma indústria criativa fértil e profissionalmente robusta, poderá rentabilizar as empresas ligadas ao mundo da produção de espectáculos e catalisadoras de produtos associados como por exemplo os CDs, assim como as empresas ligadas ao turismo. Não há dúvida de que a indústria criativa da Arte pode catapultar as empresas de restauração, hotelaria e de gestão de eventos, mas torna-se crucial criar pacotes turísticos que sejam atractivos e garantir uma oferta de produtos integrada. E esse é um desafio que faz parte das actividades de Moreira Chonguiça, enquanto investidor e empresário.
"Somos um negócio e funcionamos de modo semelhante ao da indústria da Comunicação", defende Moreira Chonguiça.
Nessa senda, o músico depois de passar alguns anos em Cape Town (na África do Sul) e de voltar para a cidade de Maputo – sua terra Natal – começou a encarar a possibilidade de fazer negócio com a música. E foi assim que, nos idos anos de 2004, fundou a empresa ‘More Jazz Promotion’.
A More, como carinhosamente a chama, é uma organização que promove o Jazz do Mundo em Moçambique e o Jazz de Moçambique no Mundo. A sua sede na Sommerschield transmite uma áurea serena e ao mesmo tempo ‘vintage’, onde a sala de trabalho é um ‘open space’ que desenvolve um espírito Think Tank. Em abono da verdade, trata-se de um local onde a atmosfera que se respira é o Jazz, e para muito contribui a colecção única de imagens e de instrumentos de som, que são alvo constante de elogios.
More Jazz Promotion em acção
Como investidor, Chonguiça é da opinião de que se deve fazer da crise uma oportunidade para iniciar bons negócios. Aliás, para o fundador da More este é um momento ímpar e ideal para os empresários dos diferentes sectores se reinventarem e acreditarem nas suas capacidades, e os músicos não são excepção à regra.
"A More Jazz Promotion faz acreditar. É uma empresa teimosa. A nossa grande missão é fazer acreditar que quando tudo parece estar mal, podemos dar a volta por cima e fazermos a diferença", disse Moreira Chonguiça.
De acordo com o saxofonista, não se pode hipotecar tudo como responsabilidade do Governo, embora o Estado tenha a obrigação de criar políticas no sentido de proteger os autores (garantindo a defesa dos seus direitos) e de combater a pirataria – uma pandemia que afecta o negócio da música no País.
"A vontade de investir numa editora ou numa academia não nos falta, mas quem nos protege? Aqui estamos a falar da cadeia de valores. Tem que se respeitar a cadeia de valores, tem que haver políticas para o sector privado, cujo espectro abranja quem cria e quem produz, quem distribui e quem consome", sublinha Chonguiça.
Num outro desenvolvimento, Moreira Chonguiça fez menção à necessidade de se aliar o negócio da música a outras diversidades culturais do País. A título de exemplo, e de acordo com Chonguiça, Moçambique tem uma diversidade cultural invejável que vai desde a gastronomia, à timbila, ao xigubo, sem esquecer os 1.700 km de costa que garantem uma componente turística à altura. E todos os ingredientes juntos e integrados podem gerar uma alquimia rentável.
"Então, como é que a gente empacota isto para que possamos ter 20 milhões de pessoas por ano a visitar o nosso País?". Eis a dúvida levantada por Chomguiça.
Questionado sobre se não haveria a necessidade de se mobilizar os agentes turísticos para integrar este movimento, respondeu nos seguintes termos: "Os operadores turísticos vão começar a reagir a esta pressão. É assim que as coisas funcionam. Se existe uma grande procura, os operadores turísticos terão necessariamente de criar condições para garantir a sua oferta. Então, antes de tudo, temos que consciencializar o corporate moçambicano no sentido de financiar as nossas actividades, e falo mais concretamente da Banca ".
Maputo Jazz International Festival no Dia da Cidade de Maputo
A capital moçambicana vai acolher o ‘Maputo Jazz International Festival’ entre o final de Outubro e início de Novembro e esta iniciativa é a menina dos olhos de Chonguiça.
Trata-se de um evento que se insere nas comemorações dos 130 anos da Cidade de Maputo, cuja data da efeméride é 10 de Novembro. Para a materialização deste sonho, a More Jazz Promotion celebrou uma Parceria Público Privada (PPP) com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo e embora o organizador não queira avançar com o cartaz do evento, o momento promete vir a ser inesquecível.
"Já existe o London International Jazz Festival, o Cape Town International Jazz Festival, entre outros festivais. Por que não termos o Maputo Jazz Internacional Festival? Pretendemos com esta iniciativa elevar a cidade de Maputo", sublinhou Chonguiça congratulando-se com o apadrinhamento do ícone incontornável, Sr. Hugh Masekela.
Quanto ao segredo para tanto sucesso, Chonguiça foi categórico ao apontar que a determinação, astúcia, audácia, resiliência e paciência, e saber acreditar, são as chaves para o sucesso de qualquer jovem empreendedor.
Marketing musical a todo o vapor
Um dado não menos importante prende-se com o domínio da criatividade e do marketing por parte de Moreira Chonguiça e que é um denominador comum em todas as suas criações.
Quando o músico lançou o seu primeiro registo sonoro, em 2004, intitulado ‘The Moreira Project Volume 1’, o também etnomusicólogo moçambicano não quis que o CD divulgasse o seu nome na capa. Tomou essa decisão por diversos motivos. Por um lado, pelo facto de nesse período a indústria de Jazz se encontrar numa fase crítica. Ou seja, nessa altura, as lojas de Jazz na África do Sul só vendiam 10% deste género musical. Por outro lado, o crescimento do processo da digitalização e dos canais de rádio on-line, com fácil acesso a música em formato Mp3 e Mp4, conduziu à diminuição das vendas de CDs.
"Justamente por isso é que tive de apostar na inovação. Na capa do meu CD eu apareço com a barba e cabelo super-compridos, numa foto pouco visível. Fizemos uma capa verde e no meio disso o Gonçalo Mabunda esculpiu uma arma com a qual fui fotografado de costas. Então, as pessoas antes de saberem que música era, queriam saber de que músico se tratava. E foi com este álbum que ganhei o prémio de melhor produtor em África em 2005”, revelou.
E mais, no segundo disco, Chonguiça voltou a apostar na criatividade, um factor que lhe rendeu o melhor ‘Álbum de Jazz Contemporâneo’, e mais do que isso… o álbum arrebatou também o galardão pela ‘Melhor Capa’.
Nada como unir o esforço do negócio da música à criatividade e ao marketing, e Moreira Chonguiça sabe perfeitamente que uma boa imagem além de um bom conteúdo fazem as deícias dos seus ouvintes. E foi nessa perspectiva que o músico aceitou também pousar para as fotografias da revista Capital num ambiente completamente diferente. Em vez do cenário ter sido o seu escritório, a escolha recaiu sobre o ambiente natural do ‘Botânica’, onde além de termos conversado, Chonguiça tocou jazz para os presentes. Um autêntico ‘delicatéssen’ musical.
In Revista Capital (Agosto 2017)
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Escola Superior de Ciências Náuticas retoma formação paramilitar de cadetes
A Escola Superior de Ciências Náuticas retomou, no presente ano, a formação paramilitar de cadetes, interrompida desde 1997. A informação foi tornada pública hoje, 30 de Agosto, no fim da visita de trabalho efectuada pelo Ministro dos Transportes e Comunicações àquele estabelecimento do ensino superior tutelado por este sector.
Carlos Mesquita explicou que a medida enquadra-se no cumprimento da instrução prática dos cadetes, a fim de prover ao País de profissionais qualificados para responderem às necessidades do transporte marítimo no País, decorrendo esforços junto de armadores nacionais para o embarque de estudantes da Escola Superior de Ciências Náuticas para aulas práticas, tal como preconizam as convenções internacionais sobre a formação de marítimos.
Para Carlos Mesquita, a Escola Superior de Ciências Náuticas deve garantir a realização de todas as acções de capacitação e formação efectiva, no âmbito do desenvolvimento do capital humano na área da marinha, que deve ser feito à luz dos instrumentos normativos internacionais que regem a formação e certificação de oficiais marítimos.
Neste sentido, “exortamos a instituição a buscar alternativas de formação específica, recorrendo a iniciativas sustentáveis e inovadoras a fim de dotar o País de profissionais competentes e disponíveis para responder aos desafios do sector. Urge encontrar as melhores alternativas para assegurar a solução da problemática da instrução prática dos cadetes”.
No que diz respeito ao processo de gestão, o ministro dos Transportes e Comunicações considerou que a instituição precisa de imprimir maior celeridade no programa de reestruturação nos níveis administrativo e pedagógico, voltando-se para uma perspectiva comercial.
Para tal, “a escola deve firmar parcerias, adoptando modelos que tragam ganhos mútuos e reduzam encargos à instituição”, orientou Carlos Mesquita, que manifestou a sua satisfação pelo trabalho que está a ser desenvolvido pela instituição, particularmente no que diz respeito ao resgate dos elementos basilares da disciplina do oficialato, bem como a formação a bordo e do paramilitarismo, aprumo e rigor. -
Standard Bank completa 123 anos em Moçambique
O Standard Bank completou, recentemente, 123 anos da sua implantação em Moçambique, ao longo dos quais tem contribuído para o desenvolvimento da economia nacional, através do financiamento de importantes projectos socio-económicos e provendo serviços financeiros e soluções bancárias consideradas relevantes.
Nos últimos anos e na sequência da descoberta dos recursos minerais em Moçambique, o Standard Bank tem-se destacado no fornecimento de serviços bancários de consultoria e intermediação financeira, além de aconselhar sobre o desenvolvimento de infraestruturas necessárias para a maximização do potencial dos projectos mineiros no País.
Aliás, dada a sua longevidade e conhecimento especializado nas áreas de infraestruturas, recursos naturais, energia e outras que dinamizam a economia do país, o banco esteve sempre envolvido, como conselheiro/assessor ou financiador, nos principais empreendimentos económicos do país antes e após a independência.
A recente dragagem do canal de acesso ao Porto de Maputo, o financiamento à construção do aeroporto de Nacala, em Nampula, o financiamento da estrada Maputo-Witbank, constituem alguns exemplos do contributo desta instituição bancária no crescimento económico e social de Moçambique.
Para ajudar jovens empreendedores, startups e pequenas e médias empresas (PMEs) a estabelecerem-se e tornarem-se empresas de sucesso, o banco criou, recentemente, em Maputo, a sua Incubadora de Negócios, um espaço concebido para fomentar um crescimento inclusivo, com a criação de bases para um ecossistema empresarial robusto, que valoriza a inovação, o conteúdo local e a geração de postos de trabalho.
Na área social, na última década, o banco destacou-se no combate à malária, tendo oferecido redes mosquiteiras a vários hospitais no país, bem como equipar as unidades de pediatria dos hospitais de referência no Norte, Centro e Sul do País.
Neste contexto, a educação também mereceu atenção do banco nestes anos, tendo-se focado no apetrechamento de bibliotecas. Nos últimos seis anos o banco desenvolveu, em vários pontos do País, um projecto, denominado Cidadania, para facilitar a aquisição de bilhetes de identidade a milhares de cidadãos desfavorecidos, por forma a promover a inclusão financeira e o gozo efectivo da cidadania.
No rol da sua actuação socialmente responsável, o banco abraçou o desporto, área na qual se destacou como banco oficial do Moçambola e promotor do Standard Bank Open, a única competição nacional de ténis na qual os atletas pontuam para o ranking da ATP.
Importa ainda realçar que é, actualmente, o banco com a maior rede de ATMs depósitos, em Moçambique, e único banco com Quiosques Digitais, com tecnologia para autenticação de transacções bancárias no celular, com recurso à impressão digital, o único banco com um serviço de internet banking que pode ser integrado com o relógio de pulso Smart Watch e, ainda, com internet banking que permite efectuar transferências para M-Pesa, um serviço financeiro móvel que permite movimentar dinheiro através do celular.
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Augusto Jone e Rosânia da Silva empossados Pró-Reitores da Universidade Politécnica
No âmbito do processo de reestruturação da Universidade Politécnica, foram empossados há dias, em Maputo, os novos quadros do Conselho Directivo.
O empossamento resulta da introdução, dentre outras, das figuras de Pró-Reitor para a Área de Pós-Graduação, Investigação Científica, Extensão Universitária e Cooperação e a de Pró-Reitor para a Área de Graduação Presencial e à Distância, cargos a serem ocupados por Rosânia da Silva e Augusto Jone, respectivamente.
Na ocasião, Lourenço do Rosário, reitor da Universidade Politécnica, instou aos empossados a “conduzir com zelo os destinos desta instituição, já consolidada e com prestígio nacional e internacional, visando o alcance dos pressupostos que nortearam a sua criação”.
Igualmente, foram empossados o director para Assuntos Científicos e Pedagógicos junto do Conselho de Reitoria, Carlos Sotomone, director Adjunto da Unidade de Extensão Universitária, Mateus Simbine, director da Escola Superior Aberta (ESA), Arnaldo Nhavoto, entre outros quadros.
Com o empossamento dos novos quadros, conforme explicou a chefe do Gabinete de Relações Públicas e Protocolo, Alorna Langa, espera-se manter o prestígio da Universidade Politécnica, consolidar a investigação científica e melhorar a qualidade de ensino.
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Sector de Transportes e Comunicações registou crescimento de 10,5%
O Ministério dos Transportes e Comunicações realizou, de 23 a 25 de Agosto corrente, o seu XXXV Conselho Coordenador, no município da vila da Praia do Bilene, distrito do Bilene, na província de Gaza, sob o lema “Por um Sistema de Transportes, Comunicações e Meteorologia Seguro e Acessível”.
O evento teve como objectivo fazer o balanço da implementação das decisões do XXXIV Conselho Coordenador, realizado de 13 a 15 de Julho de 2016, na Cidade da Matola, bem como produzir deliberações com vista à melhoria do ritmo de desenvolvimento do sector dos Transportes e Comunicações no País.
A Matriz de Avaliação do Grau de Cumprimento das Deliberações do XXXIV Conselho Coordenador, o Balanço de Meio Termo do Programa Quinquenal do Governo, 2015-2019; o Ponto de Situação do Processo de Migração de Rádiodifusão Analógica para a Digital constituíram alguns dos pontos de agenda do Conselho Coordenador.
Também foram temas a Informação sobre a Sinistralidade Rodoviária; a Situação do HIV/SIDA no Sector dos Transportes e Comunicações: Desafios e Perspectivas; Manutenção de Infra-estruturas do Estado; Prevenção e Combate contra a Corrupção na Administração Pública; Desafios do Sector Aéreo e dos Transportes Públicos Urbanos; Como Garantir a Eficiência Logística no Sector dos Transportes em Moçambique e a Estratégia de Segurança Cibernética.
Este Conselho Coordenador dedicou especial atenção à necessidade de o Sector prover serviços de Transportes, Comunicações e Meteorologia, cada vez mais seguros e acessíveis aos cidadãos, tal como refere o respectivo lema – “Por um Sistema de Transportes, Comunicações e Meteorologia Seguro e Acessível”.
Do balanço do desempenho do Sector, constata-se que apesar do contexto internacional e nacional, caracterizado pela crise económica e por factores climáticos adversos, o Sector dos Transportes e Comunicações cresceu em 9.1%, em relação aos 9% planificados para o ano de 2016.
Sobre o desempenho de cada área de actividade, em 2016, crescimento exponencial registou-se na área ferroviária, impulsionada pelo arranque de operações do Corredor Logístico de Nacala que compreende a linha férrea Moatize/Nacala-à-Velha e o respectivo porto e pelo impacto da aquisição de 70 novos veículos ferroviários, dos quais 62 carruagens, 6 furgões e dois geradores para a revitalização do transporte ferroviário de passageiros.
No primeiro semestre do presente ano, o Sector consolidou o seu ritmo de crescimento com uma cifra global de 10,5%, contra 11,2% planificados para o ano de 2017. O ramo ferroviário afigura-se com melhor desempenho avaliado em 70,9%, como resultado da consolidação dos progressos alcançados como a reabertura da linha férrea Cuamba/Lichinga, a mobilização da carga rodoviária para a linha férrea de Ressano Garcia, aumento de carga no Corredor Logístico de Nacala entre outros.
O tráfego rodoviário retorna aos níveis de bom desempenho com a cifra de 6,6%, resultante do ambiente de paz e segurança que se vive no País, desde Dezembro de 2016.
Para o segundo semestre de 2017, melhores perspectivas se esperam em resultado da consolidação dos projectos em implementação, como o aumento da frota de autocarros para o transporte público de passageiros, a consolidação da operação na Linha Férrea Moatize/Nacala; a prossecução da expansão da rede de telecomunicações, implementação do processo de migração de radiofusão analógica para digital, entre outras realizações.
O XXXV Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações tomou, de entre várias, as seguintes principais decisões: Imprimir celeridade na implementação do Programa Quinquenal do Governo 2015 – 2019, devendo ser cumpridas as acções inscritas para o presente; melhorar o transporte público urbano; revitalizar a cabotagem marítima; construir o Aeroporto de Xai-Xai; implementar as fases II e III da reabilitação do Porto de Nacala e a implementar o processo de migração analógico para digital constituem as cinco prioridades definidas pelo Sector no quadro do cumprimento do PQG.
À margem do Conselho Coordenador, os participantes aderiram a uma campanha de testagem voluntária do HIV/SIDA, tendo sido acordada a réplica desta iniciativas nas diversas instituições, para se aferir a real situação de seroprevalência no Sector dos Transportes e Comunicações e implementar medidas de mitigação.
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Foram criados 10.000 postos de trabalho na província de Tete este ano
A província de Tete criou perto de 10 mil postos de trabalho, no primeiro semestre deste ano, sendo a Mozambique Leaf Tabaco (MLT) a empresa que mais contribuiu com 1.624 empregos permanentes, superando a Administração Pública, as mineradoras Vale e Jindhal e as de construção civil.
Estas informações foram dadas a conhecer no decurso da visita que a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, acaba de efectuar à província de Tete.
Com efeito, a província de Tete, uma das com maior número de indústrias, criou no primeiro semestre de 2017, um total de 9.786 postos de trabalho no quadro da implementação do programa de governação.
Para atingir aquela fasquia, o sector privado teve um papel preponderante através da Mozambique Leaf Tabaco (MLT), Vale Moçambique, Jindhal Africa e Minopex.
Como forma de assegurar a empregabilidade naquele ponto do país, quatro mil cidadãos beneficiaram de formação profissional para que venham a alimentar o mercado de trabalho.
No domínio da protecção social obrigatória, 3.910 trabalhadores e 277 empresas passaram a fazer parte do sistema de segurança social ao longo de 2017 na província de Tete, significando que mais pessoas passam a estar cobertos contra os riscos da incerteza quanto ao futuro, na velhice e na doença ou contra a perca momentânea de capacidade para o trabalho.
Ainda no domínio da Segurança Social foram inscritos, no mesmo período, 336 Trabalhadores por Conta Própria, dando oportunidade para que trabalhadores, exercendo actividades no sector não formal e no auto-emprego passem a poupar para o futuro.
“É importante exortar a todas entidades empregadoras, bem como aos Trabalhadores por Conta Própria, para que honrem os seus compromissos, canalizando as contribuições para a segurança social, evitando, desta forma, acumular dívidas para com o sistema e a cortar o direito dos trabalhadores de beneficiarem das pensões e outras prestações, em caso de necessidade”, disse a ministra.
A governante explicou que, ainda no quadro da protecção social, o Governo está a proceder à revisão do Regulamento de Segurança Social Obrigatória, visando, dentre outros, estimular uma maior permanência no trabalho activo e desencorajar a constituição do direito à pensão de reforma, de forma antecipada.
Numa outra abordagem, Vitoria Diogo, referiu que o Centro de Mediação e Arbitragem Laboral (CEMAL) visando contribuir para a estabilidade e paz laboral nas empresas, realizou 384 visitas, tendo detectado irregularidades ou infracções que resultaram em advertências.
Entretanto, a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social procedeu à entrega de uma unidade móvel, das chamadas "Escolas que Andam", no distrito de Marara, na província de Tete e que beneficiará 24 formandos com os cursos de serralharia e electricidade.
Com efeito, a formação do capital humano está no epicentro do desenvolvimento de Moçambique, razão pela qual consta dos cinco pilares do Programa Quinquenal do Governo, pois é no homem que reside a força motriz para a transformação da sociedade e de um país.
É por reconhecer o papel vital que a formação profissional exerce que o Governo decidiu fazer reformas estruturais, fundindo o antigo INEFP e o IELAC, criando o Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), uma instituição vocacionada para a provisão de formação profissional ao nível nacional.
Atendendo ao objectivo acima indicado (formação profissional) que beneficia, principalmente, a população jovem das zonas rurais que em 2015 o executivo criou o programa de alocação de Unidades Móveis às chamadas “Escolas que Andam” nos distritos para dotar a população local de competências profissionais.
Foi neste contexto que foi entregue mais uma Unidade Móvel no distrito de Marara, província de Tete, para providenciar a população local formação nas áreas de serralharia e electricidade durante dois meses, sem nenhum custo.
Segundo a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, intervindo na entrega da unidade no distrito de Marara, referiu que as unidades móveis tem uma componente social forte, pois permitem alcançar população jovem, carenciada e que residem em zonas recônditas deste país.
Na ocasião, disse que através de uma outra unidade móvel de agro-processamento alocada à província em 2015, formou-se até à data 265 jovens nos distritos de Angónia, Changara, Tsangano, Chiúta, Chifunde e Zumbo.
Com a nova Unidade, espera que se alcance todos os distritos e abranja o maior número de beneficiários. Até ao momento formados 4.494 beneficiários nas Unidades Móveis espalhadas pelo País, assegurou Vitória Diogo.
Aos jovens beneficiários recomendou que encarem a oportunidade com responsabilidade, explorando ao máximo o que os formadores têm para transmitir, colocando questões em caso de dúvidas, para que no final do curso obtenham ferramentas necessárias e sejam profissionais com habilidades e atitudes, capazes de oferecer serviços de qualidade a comunidade, e consequentemente gerar emprego para outras pessoas.
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“Fany Pfumo e Dilon Djindji nunca tiveram conflitos”
O comunicólogo e investigador cultural Mateus Simbine defendeu, na terça-feira, 29 de Agosto, no auditório da Rádio Moçambique, que os músicos Fany Pfumo e Dilon Djindji contribuíram para o engrandecimento e fortalecimento da marrabenta, o principal ritmo musical do nosso País.
O investigador e também docente na Universidade Politécnica falava durante a 7ª sessão do segundo ciclo de conferências, designadas por Tertúlias Itinerantes, subordinada ao tema “A marrabenta e a cavaqueira entre Fany Pfumo e Dilon Djindji”, evento no qual foi o orador.
Na sua apresentação, Mateus Simbine referiu que o aparente conflito entre Fany Pfumo e Dilon Djindji, encontrado por muitos no conteúdo das músicas que um dedicava ao outro é, afinal, algo inexistente. Que, na verdade, os dois artistas eram grandes amigos.
“No passado, um iniciava um assunto e o outro, por sua vez, respondia. O que era dito por um, numa determinada música, o outro de seguida respondia gravando também uma faixa”, salientou, explicando que foi esse o cenário que “levou as pessoas a pensarem que houvesse uma certa rivalidade entre os dois artistas quando, na verdade, os dois eram grandes amigos”.
De acordo com Mateus Simbine, a cavaqueira mantida entre Fany Pfumo e Dilon Djindji, através da música, “trata-se apenas de arte, de uma espécie de diálogo na arte”.
Acerca do debate da paternidade da marrabenta, atribuída por uns a Fany Pfumo e, por outros, a Dilon Djindji, o académico Mateus Simbine, que disse ter tido a oportunidade de conviver com os dois artistas, determinou que o mesmo é desnecessário.
“Se formos pelas músicas, notaremos que Fany Pfumo, antes da sua morte, reconheceu Dilon Djindji como rei da marrabenta, quando cantou o tema King Ya Marrabenta. Aliás, na mesma faixa, Fany Pfumo autoproclamou-se rei da guitarra. Ou seja, se um é rei da marrabenta, o outro é rei da guitarra”, referenciou.
Por fim, o orador assegurou que a cavaqueira estabelecida entre os dois artistas, através da música, na qual um inicia um assunto e o outro, por sua vez, responde, “só engradeceu e fortificou a nossa marrabenta, um ritmo que se transformou em património cultural de Moçambique”.
Falando à margem do evento, um dos coordenadores do ciclo de conferências Tertúlias Itinerantes, Eduardo Lichuge, docente da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), fez uma apreciação positiva da sessão, referindo, por outro lado, que “as tertúlias tratam de temas que têm a ver com a interculturalidade, onde está inserida também a música”.
Numa outra abordagem, Eduardo Lichuge defendeu o ensino da música e das artes nas universidades, considerando tratar-se de “instituições onde a cultura é pensada, discutida e abordada de várias maneiras, ou seja, onde o debate sai do contexto que já é conhecido para abraçar um outro nível, mais universal e amplo”.
“A Escola de Comunicação e Artes, da UEM, é a primeira instituição de ensino superior no País a introduzir o ensino da música e das artes, o que é um grande e importantíssimo passo”, reiterou.
Importa referir que o ciclo de conferências Tertúlias Itinerantes é uma iniciativa académica que traz, a Maputo, reflexões de investigadores de Moçambique, Brasil e Portugal, sobre as dinâmicas da sociedade global. É coordenado pelos investigadores Sara Laísse, da Universidade Politécnica, Eduardo Lichuge, da UEM e Lurdes Macedo da Universidade Lusófona de Portugal.
















