Os membros do Conselho Empresarial Nacional da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique reuniram-se, quarta-feira última, em Maputo, para reflectir sobre os problemas que afectam o sector privado no País.
No encontro, o ministro das Finanças, Manuel Chang, dissertou sobre o sistema fiscal moçambicano e pacotes de incentivos, com enfoque para os projectos de desenvolvimento das infra-estruturas, enquanto o titular da pasta de Energia, Salvador Namburete, se debruçou sobre a energia como factor de crescimento à luz da Lei de Parcerias Público-Privadas.
Intervindo, na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, disse que esta reflexão acontece pouco depois da publicação do último Relatório "Doing Business": “Importa considerar o facto de o nosso País ter saído da posição 139 na classificação de 2012, para 146 na de 2013, um decréscimo de sete posições, o que contraria as nossas expectativas de melhoria contínua da nossa posição, no seio dos paises da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral”, frisou Rogério Manuel.
“De realçar que, segundo aquele relatório, tornou-se mais difícil iniciar negócios em Moçambique ao perder 14 pontos no indicador «Starting a Business» em relação à classificação anterior; na verdade, saímos de 96 para 82 pontos, a protecção aos investimentos também deteriorou-se ao cair 49 pontos”, sublinhou o presidente da CTA.
O ministro das Finanças, Manuel Chang, disse, por se turno, que “ao longo dos últimos anos,o Governo tem efectuado reformas fiscais com vista à simplificação cada vez mais do sistema fiscal e alargamento da base tributável”.
“Esta questão do alargamento da base tributável pode ser vista de várias formas, mas refiro-me sempre ao incentivo para a criação de mais empresas, projectos que possam contribuir em termos de actividade económica sob a qual podemos incidir a tributação”, explicou o governante.
Acrescentou que “nas reformas fiscais, temos estado a privilegiar a manutenção das taxas de impostos e, em alguns casos, a sua redução, como já aconteceu no caso da substituição da contribuição do IRPC, em que a taxa baixou de 35 para 32 por cento”.
Já o ministro da Energia, Salvador Namburete, referiu que “as questões energéticas constituem uma prioridade, não só nos países em desenvolvimento, mas também em todo o mundo, e o crescimento económico, criação de emprego, a redução da pobreza impõem a necessidade de uma maior celeridade no alargamento do acesso à energia para todos os cidadãos”.
Referir que, ainda no decurso do Conselho Empresarial Nacional, foi celebrado um memorando de entendimento entre a Federação dos Empreiteiros e as Empresas Promotoras de Materiais de Construção.
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É mais difícil iniciar um negócio em Moçambique
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50 anos de carreira de Samate para 125 anos de Maputo
Uma exposição de artes plásticas, da autoria de Samate Mulungo, designada "Memórias" foi inaugurada, terça-feira última, no edifício sede do Concelho Municipal da Cidade de Maputo.
Este evento serve para assinalar dois momentos ímpares: a celebraçäo das artes plásticas no âmbito das comemorações dos 125 anos da capital do País e, em simultâneo, dos 50 anos de carreira de Samate Mulungo, cuja exposição decorre até 4 de Novembro próximo.
O acto inaugural contou com a presença de cerca de 200 convidados, dentre os quais várias personalidades, nomeadamente o edil de Maputo, David Simango, o administrador delegado do Standard Bank, António Coutinho, (patrono das celebrações dos 125 anos da ciadde de Maputo), o Inspector do Ministéro da Cultura, Arnaldo Bimbe, para além do próprio artista, seus amigos e familiares.
Um dos objectivos da exposição é enaltecer a vida e obra do artista, como forma de reconhecer o seu contributo na promoção e valorização das artes e cultura moçambicanas, bem assim dos aclamados "embondeiros" das artes plásticas nacionais, tais como Jacob Estevão Macambaco, Alberto Chissano, Malangatana Valente Ngwenya e Pais Ernesto Shikhani.
Na ocasião, Samate Mulungo confessou tratar-se duma exposição representativa da sua vida: “Na minha infância, ninguém me ensinou a pintar, daí que respeito o mestre Jacob Macambaco, por ter sido a primeira pessoa que vi a pintar em frente ao mercado Xipamanine”.
“Nas minhas obras, tento retratar o Xipamanine, a minha terra. Agora ando doente, mas por vezes peço aos meus sobrinhos para me levar a dar uma volta pelo Xipamanine e é lá onde busco a minha inspiração”, sublinhou Samate Mulungo.
António Coutinho, administrador delegado do Standard Bank – a instituição que patrocinou esta exposição de arte – disse que “não é todos os dias que um artista deste gabarito confia numa instituição, ainda mais financeira, a responsabilidade de organizar a celebração dos seus 50 anos de carreira”.
Acrescentou que “à semelhança do que tem sido prática do Standard Bank quando apadrinha eventos culturais, esta exposição poderia acontecer na sede do Banco ou em qualquer galeria de arte, mas está precisamente neste local porque o Standard Bank é patrono dos 125 anos da cidade de Maputo”.
Por seu turno, o presidente do Conselho Muncipal da cidade de Maputo, David Simango, realçou que “ao se associar o nome desta figura de destaque das artes plásticas com as festividades dos 125 anos da Cidade de Maputo, procurou-se trazer o testemunho de alguém que conhece a cidade, por dentro e por fora, juntando a isso o seu lado artístico e cultural”.
“Por isso, gostaria de deixar os meus parabéns aos Standard Bank, que soube interpretar de forma sublime o lema escolhido para as festividade «Maputo, 125 anos: Celebrando a Diversidade Rumo ao Desenvolvimento», que foi uma forma de assinalar a multiculturalidade que caracteriza a cidade de Maputo”, finalizou o edil. -
CDM atribui estágios aos melhores estudantes do ISCTEM
A empresa Cervejas de Moçambique, CDM, vai oferecer estágios aos estudantes finalistas e recém-graduados do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, ISCTEM.
Para o efeito, o director comercial da CDM, Pedro Cruz, e o reitor do ISCTEM, Leopoldo da Costa, assinaram um acordo, através do qual os melhores estudantes daquele estabelecimento de ensino terão oportunidades de estágio e posterior integração no quadro de pessoal efectivo da CDM, dependendo do seu desempenho.
Intervindo na ocasião, Pedro Cruz afirmou que a empresa que dirige está a registar um crescimento assinalável, sendo um dos desafios a contratação de recursos humanos qualificados.
"Esta aproximação com a Universidade vai contribuir para atrair quadros talentosos que nos ajudarão a continuar com o sucesso e a crescer" – disse.
Por sua vez, o reitor do ISCTEM considerou o seguinte: "Nós defendemos a necessidade e importância da Universidade aproximar-se das empresas para, em função das necessidades do mercado, aprimorarmos a qualidade de formação ou do perfil de saída dos nossos licenciados".A empresa Cervejas de Moçambique vai disponibilizar, por ano, 15 vagas para o estágio dos melhores estudantes do ISCTEM, formados em áreas como Contabilidade e Auditoria, Gestão de Empresas e Gestão Aplicada.
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Exploração de recursos naturais: CTA quer participação efectiva dos nacionais
O Presidente da República reafirmou a necessidade de as extensas reservas de recursos naturais existentes no País, nomeadamente o carvão mineral, gás natural, ouro, titânio, grafite, cobre e ferro“ beneficiarem Moçambique e aos moçambicanos, daí a aposta na adição de valor porque a sua exportação sem processamento representa, no mesmo instante, a exportação de oportunidades de industrialização e de geração de mais postos de trabalho”.
Armando Guebuza fez este pronunciamento em Maputo, no decurso do Fórum de Negócios da Commonwealth, organizado pela Commonwealth Business Council, Governo de Moçambique, Centro de Promoção de Investimentos(CPI) e a CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique.De acordo com o Presidente da República, “a área de infra-estruturas, habitualmente tida como sendo da responsabilidade do sector público, também apresenta enormes oportunidades para contribuir para este crescimento que prevemos, no País”.
Na verdade, segundo acrescentou o estadista moçambicano, “a crescente pressão sobre as infra-estruturas existentes, concebidas numa dinâmica totalmente diferente da actual, exige respostas rápidas, estruturadas e sustentáveis. Este investimento pode ser realizado por operadores privados, de forma individual ou em parceria com o sector público”.
Por seu turno, Lord Marland, secretário de Estado para Negócios, Inovação e Habilidades do Reino Unido, indicou que “a amplitude deste interesse em negócios em Moçambique demonstra o elevado nível de investimento internacional que há actualmente em Moçambique”.
“Como um potencial gigante nas indústrias de mineração, energia, agricultura e turismo, este interesse não é surpreendente, e este crescimento levará a enormes oportunidades extras em áreas como a dos bens de consumo, tecnologias de informação e comunicação, saúde, educação e habitação à medida em que o padrão de vida dos moçambicanos começar a melhorar”, frisou Lord Marland.
Já o vice-presdente da CTA, Quessanias Matsombe, considerou que “a exploração de recursos naturais em Moçambique com destaque para o gás natural e o carvão mineral, tem o potencial de gerar um fluxo enorme de receitas e, tendo em conta este cenário, a CTA está a construir uma visão que se centra na definição de uma perspectiva que seja favorável à participação efectiva dos nacionais em parceria com os estrangeiros”.
“A realização deste fórum com este formato irá permitir que os empresários do Reino Unido e de outros países, dispostos a investir e fazer negócios em Moçambique, vejam a grandeza e o vastíssimo leque de oportunidades que o País possui”, finalizou Quessanias Matsombe.
Referir que, durante dois dias, o Fórum de Negócios da Commonwealth reúne empresários de 26 países da organização com o objectivo de explorar oportunidades de negócios nos sectores de recursos minerais, agricultura, agro-indústria, transportes e comunicações, energia, turismo, serviços financeiros, infra-estruturas, entre outros.
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Italianos buscam novas oportunidades em Moçambique
Interessada em intensificar as relações económicas com o nosso País, uma missão empresarial italiana composta por 30 empresários do sector do “oil & gas” reuniu-se, segunda-feira última, em Maputo, com parceiros moçambicanos, para se inteirar das oportunidades de negócio decorrentes das recentes descobertas de gás natural na bacia do Rovuma.
No encontro, organizado pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Centro de Promoção de Investimentos (CPI) e o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), foi ainda assinado um protocolo de intenções entre a Associação de Mineração e Petróleo Italiano (Assomineraria) e a Universidade Eduardo Mondlane, visando a formação de engenheiros moçambicanos na Itália.
Intervindo na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, disse que “nos últimos anos, e como resultado de um longo processo de reformas que culminou com o estabelecimento de um quadro legal favorável ao investimento privado, temos estado a assistir à entrada de capitais internacionais interessados nas pesquisas e exploração de recursos minerais como gás, petróleo, carvão mineral areias pesadas, pedras preciosas, entre outros minérios”.
Com efeito – conforme sublinhou Rogério Manuel – a exploração em grande escala de carvão e gás natural já é uma realidade no País.
“Contudo, o potencial estabelecido pelas pesquisas recentes abre imensas oportunidades para a entrada de novos operadores na indústria mineira, com particular destaque para os hidrocarbonetos e serviços logísticos de transporte, mas também no processamento para o seu aproveitamento local”, indicou o presidente da CTA.Por sua vez, o vice-ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, referiu que “Moçambique foi, semana passada, considerado um país cumpridor da Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva, o que significa que durante o processo de implementação da iniciativa, Moçambique cumpriu na íntegra os critérios e princípios de validação de um país estabelecidos pelo Conselho de Administração da Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva”.
O governante disse ainda aos empresários italianos que foi, recentemente, aprovado pelo Governo moçambicano o regulamento sobre o processo de assentamento resultante das actividades económicas: “Em certos sectores, principalmente na área mineira é necessário que muitas famílias sejam deslocadas dum local para outro, devido ao potencial mineiro duma determinada área, sendo necessário que este deslocamento se efectue de acordo com a cultura moçambicana e necessidades da população”, frisou Abdul Razak.
Refira-se que a missão empresarial italiana é promovida pela Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria), em colaboração com a Federação italiana de empresas de engenharia e de instalações industriais e a Sociedade Italiana para as Empresas no Estrangeiro (SIMEST).
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TV Cabo Moçambique investe na expansão da rede
A TV Cabo Moçambique, uma parceria em partes iguais entre o grupo português Visabeira e a estatal Telecomunicações de Moçambique, investiu 10 milhões de dólares na expansão da sua rede, anunciou quarta-feira a empresa
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Qatar Airways iniciou voos entre Doha e Maputo
A transportadora aérea Qatar Airways iniciou quarta-feira os voos regulares para Moçambique, para cuja capital Maputo voará três vezes por semana com uma escala em Joanesburgo. A empresa é a primeira transportadora aérea do Médio Oriente a voar para Moçambique, país que passa a ser o seu 19º destino no continente africano e a 10ª rota inaugurada este ano.
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Show GPRO Forever foi carregado de surpresas
O show GPRO Forever, que se realizou no último sábado no Coconuts, em Maputo, foi carregado de forte emoções, aliás um fenómeno característico do Verão Amarelo da mcel. Eufórico, o público vibrou ao som das rimas das músicas dos rappers D-Lon, Trio Fam, Slim Nigga, Duas Caras e Trez Agah.
D-Lon foi o primeiro artista a subir ao palco, seguido por Slim Nigga, que fez os espectadores pularem de entusiasmo, ao apresentar alguns dos seus temas entre eles, o seu mais recente sucesso, “País do Pandza.”
Em seguida, entrou o grupo GPRO que aqueceu a noite, com Trez Agah e Duas Caras que voltam a fazer parte da Label, depois de algum tempo distantes. A dupla cantou alguns hits que marcaram a carreira deste grupo de rap, como “Próximo ano”, “Karaboss” e “Punchline”.
Uma das surpresas da noite foi também a apresentação de Bingo, como novo integrante do grupo.
Para além do show GPRO Forever, estão agendadas várias actividades para celebrar o Verão Amarelo, na tradicional esteira da mcel, em apoiar diversos estilos de música moçambicana.
“A mcel aposta na diversidade. Nós temos estado a apoiar eventos de todos segmentos. Temos este estilo, que é diferenciado, mas também temos apoiado a marrabenta e o jazz”, disse, a-propósito, Zófimo Muiuane, representante da mcel.
Toricela Isabel, amante de hip hop, que acompanhou a actuação dos artistas, também deu a sua opinião: “São poucas as vezes que temos um show de rap em Moçambique, na medida em que na maior parte dos shows, temos sempre tido a participação de cantores de fora”, afirmou.
De salientar que o Verão Amarelo ainda reserva muitas surpresas entre elas actividades desportivas e outras de carácter social. -
80 mil pessoas para projecto Wambao Agriculture
O Governo de Moçambique concedeu 20.000 hectares de terra a uma empresa chinesa denominada “Wambao Agriculture”, para exploração de arroz durante um período de 50 anos. Esta área corresponde a 22% do total da área irrigável do Baixo Limpopo, província de Gaza. Com esta concessão, cerca de 80 mil pessoas deverão abandonar as suas terras.
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Moçambique desce sete lugares no “Doing Business 2012”
O país sai do lugar 139 na classificação de 2012 para 146 na de 2013, uma queda de sete posições, que choca com os objectivos traçados pelo Governo, de ocupar os lugares cimeiros no seio dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).
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Áreas de energia, petróleo, gás e mineração: Sector privado nacional aprende a tirar vantagens dos megaproj ectos
Dois consultores económicos sul-africanos estiveram, quinta-feira última, em Maputo, reunidos com o sector privado moçambicano, para partilhar a sua experiência sobre como capacitar as pequenas, médias e grandes empresas locais a fornecerem produtos e serviços aos megaprojectos, que operam nas áreas de energia, petróleo, gás e mineração.
No seminário, organizado pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, os "experts" sul-africanos, John James e Leida Schuman, dissertaram sobre as regras de "procurement" e a incorporação de conteúdo locais como estratégias de veículo para desenvolver capacidades locais humanas e técnicas, garantindo o fornecimento de produtos, serviços e programas sustentáveis de Business Linkage.Hipólito Hamela, assessor económico da CTA e moderador do encontro, explicou que “com o desenvolvimento da indústria extractiva no País, nomeadamente o gás natural, carvão mineral, areias pesadas e quiçá um dia o petróleo,, explorados por multinacionais, urge discutir como é que a comunidade empresarial moçambicana pode beneficiar das oportunidades de negócios”.
“A CTA trouxe estes consultores para nos transmitir a sua experiência de trabalho e ligações na África do Sul, pois neste país vizinho existe um programa de ligação com as grandes indústrias extractivas”, referiu Hipólito Hamela, acrescentando que os especialistas sul-africanos fizeram abordagens sobre experiências de outros países como Nigéria, Guiné, Gana, Mali, Brasil e Argentina.
O segundo aspecto – conforme indicou o assessor económico da CTA – tem a ver com a legislação de alguns países que “refere claramente que o produto final que sair, seja gás, petróleo, etc, deve conter conteúdo local, pelo que os consultores irão explicar como isso se processa”.
“A mensagem final vai ser que este assunto não se resolve de um dia para outro: a capacidade para fornecer produtos e serviços às multinacionais não é automática, porque as nossas empresas têm que atingir um determinado standard de qualidade, pois as multinacionais vão manter os seus níveis de exigência em termos que qualidade, segurança, entre outros aspectos”, frisou Hamela.
Concluindo, Hipólito Hamela sublinhou ser necessário que “o Governo, o sector privado e a sociedade em geral trabalhem juntos para que, dentro dos próximos cinco anos, sejamos capazes de fornecer serviços e absorver uma parte da produção, transformando-a localmente”.
Refira-se que este é o segundo seminário sobre a perspectiva sul-africana de ligação das PMEs às grandes empresas multinacionais. O primeiro teve lugar quarta-feira última, na cidade da Beira.
hiplito hamela assessor economico da cta 01 plano geral do seminrio sobre ligao das pmes s grandes empresas 03 -
Receitas da TDM sobrem 12%
A empresa TDM-Telecomunicações de Moçambique, SA, registou um crescimento na ordem de 12 por cento, ao arrecadar uma receita de 3.768,6 milhões de Meticais, durante o exercício económico de 2011, contra 3.352,5 milhões do ano anterior, segundo foi anunciado, esta quinta-feira, em Maputo.
Este crescimento resulta do aumento da procura de produtos e serviços da empresa, cuja oferta cresceu como consequência dos investimentos de expansão e desenvolvimento realizados na rede, com particular destaque ao nível da fibra óptica estendida a todo o território nacional, incluindo a respectiva redundância e também da contribuição da fibra óptica marítima dos cabos internacionais que passam pelo País.
De acordo com o administrador delegado da TDM, Zainadin Dalsuco, os resultados financeiros do exercício económico de 2011 “são positivos, superando os resultados de 2010, que se situaram a níveis negativos, devido não somente às medidas estratégicas de negócio adoptadas pela empresa, mas também à variação cambial que foi favorável, decorrendo da apreciação cambial do metical face, principalmente, ao euro e ao dólar norte-americano”.
Zainadin Dalsuco acrescentou que “foram concluídos investimentos na infra-estrutura no montante de 1.278,7 milhões de meticais, um crescimento de 335 por cento em relação aos 293,7 milhões registados em 2010”.
As prioridades definidas pela empresa no quadro do seu plano de negócios em 2011 – conforme referiu o administrador delegado da TDM – alicerçam-se em três vectores estratégicos de actuação, definidos no Plano Estratégico 2010-2012, nomeadamente o crescimento, a qualidade e o desenvolvimento organizacional, “elementos que contribuíram decisivamente para os bons resultados alcançados em 2011”.
A-propósito da qualidade, a empresa acaba de ser distinguida pela Business Iniciative Directions (BID), uma organização internacional, cuja actividade principal consiste na disseminação da cultura da qualidade e inovação nas organizações, tendo agraciado a TDM com o prémio International Star Award For Quality (ISAQ), na categoria de ouro.
A premiação, decorrente do reconhecimento à TDM por promover a sua reputação e posição, implementando e fomentando a cultura da qualidade, ocorreu em Setembro passado em Genebra, Suiça. -
Rio Tinto e Ministério do Trabalho assinam memorando de entendimento para formação e capacitação profission al
A Rio Tinto Coal Moçambiquee o Ministério do Trabalho assinaram, hoje, em Maputo, um memorando de entendimento que visa o estabelecimento de uma parceria entre as duas instituiçõesnos domínios de formação e capacitação profissional.
O memorando prevê, entre outros, o desenvolvimento e revisão curricular dos cursos ministrados pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP) para responder às necessidades técnico-profissionais na área mineira, a possibilidade de concessão de bolsas de estudo aos formandos do INEFP, a promoção de palestras/seminários conjuntos relacionados com emprego e formação profissional na indústria mineira, e a formação e capacitação profissional dos trabalhadores da Rio Tinto.
Falando durante a cerimónia de assinatura do memorando, a Ministra do Trabalho, Helena Taipo, afirmou: “a nossa experiência desde que teve início a implantação de projectos capitais no país é bastante positiva na formação e capacitação profissional dos nossos cidadãos moçambicanos. Daí que os nossos centros de formação têm sido chamados a responder à demanda de mão-de-obra qualificada nacional.”
Por sua vez, José Vale, Director Geral de Recursos Humanos da Rio Tinto afirmou que “ a Rio Tinto está comprometida com a formação de moçambicanos, pois ela responde à necessidade da empresa em mão-de-obra qualificada e promove o desenvolvimento sustentável de Moçambique.”
A Rio Tinto tem vindo a desenvolver um intenso programa de formação de moçambicanos.
No Centro de Formação da Rio Tinto, em Tete, mais de 2500 pessoas receberam formação em várias áreas e em diferentes níveis.
Para ajudar as instituições de ensino Moçambique a preparar adequadamente os estudantes para as oportunidades futuras no sector de mineração, estão em vigor acordos de parceria com instituições do ensino técnico e superior. As parcerias estão focadas em geologia e mineração, e áreas associadas, e incluem desenvolvimento curricular, bolsas e estágios.
Sobre a Rio Tinto
A Rio Tinto é um grupo internacional líder no sector de mineração com sede no Reino Unido, que combina a Rio Tinto plc, uma empresa cotada na bolsa de Londres e de Nova Iorque, e a Rio Tinto Limited, que está cotada no Mercado Australiano de Valores Mobiliários.
O negócio da Rio Tinto envolve a descoberta, mineração e processamento de recursos minerais. Os principais produtos são alumínio, cobre, diamantes, energia (carvão e urânio), ouro, minerais industriais (bórax, dióxido de titânio, sal, talco) e minério de ferro. Está em actividade por todo o mundo, mas está fortemente representada na Austrália e América do Norte, com negócios significativos na América do Sul, Ásia, Europa e África Austral.
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Preço de algodão divide empresas e produtores
Produtores e fomentadores do algodão, reunidos sexta-feira em Pemba, sob a égide do Instituto de Algodão de Moçambique (IAM), não chegaram a consenso sobre o preço indicativo de compra daquela cultura a vigorar na próxima campanha.








