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  • PIB vai de 8.9 para 4.8%

    O ritmo de crescimento da economia moçambicana caiu, consideravelmente, no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o último trimestre de 2012. Segundo o Banco de Moçambique, o Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou de 8.9% nos últimos três meses de 2012 para 4.8% nos primeiros três meses do corrente ano. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, esta queda está na casa de 1.1%, já que naquele período a economia tinha expandido em 5.9%.
    A desaceleração da economia, justificada pelas cheias ao início do ano, já tinha sido prevista por várias instituições, incluindo o Governo, e esta foi confirmada, esta terça-feira, pelo Banco Central, apontando para a queda da produção agrícola como dos factores com mais peso neste resultado.
    “Os sectores que menos cresceram foram agricultura, electricidade e água, e a indústria transformadora”, explicou o administrador do Banco Central, Waldemar de Sousa, justificando a queda na produção da electricidade à queda no fornecimento, também devido às cheias que se verificaram ao início do ano.
    Por outro lado, “os sectores com bom desempenho, mesmo com a conjuntura adversa de cheias, temos a registar a Indústria Extractiva, que voltou a crescer em 39%, os Transportes e Comunicações (23%) e as Construções (8.4%)”, avançou de Sousa.
    De um modo geral, o sector primário, que tem sido dos mais dinâmicos na economia, teve o crescimento mais baixo da história, em 0.1% em termos anuais. O sector secundário registou um crescimento negativo (-1.1%) .

    Preços e taxas de câmbio estáveis

    O nível geral de preços caiu no segundo trimestre de 2013, depois de registar aumentos em Janeiro e Fevereiro.
    Segundo os dados, a inflação acumulada (desde o início do ano) em Março, era de 2.77%, e já no segundo trimestre abrandou para 2.5% influenciada, em grande medida, pela queda do preço de produtos alimentares. A inflação média anual, por seu turno, aumentou desde o início do ano, e de Março a Junho subiu de 2.23 para 3.03%.
    no mesmo período, a inflação agregada, medida pelo Índice de Preços de Moçambique (IPC – Moçambique) – que mede os índices de Maputo, Beira e Nampula, ficou nos 4.86% em Junho de 2013, depois de 4.27% no primeiro trimestre.
    A estabilidade dos indicadores macroeconómicos estendem-se ao mercado cambial. “A variação acumulada do metical em relação ao dólar foi de 1.5% no sentido de depreciação, e um fortalecimento de cerca de 14% em relação ao rand, que tem estado a enfraquecer-se no mercado internacional”, explicou o administrador do Banco Central.

  • Contos do Ventre ganham eco em livro

    Arão Litsuri é conhecido como músico. Mas desta vez, e como o fez da primeira, o artista aventura-se na escrita. «25 Contos do ventre dos refugiados moçambicanos no Zimbabwe» é o título da sua segunda obra literária.

    Os 25 contos dos refugiados moçambicanos no Zimbabwe, são recolhidos e compilados numa época crítica daquelas gentes sofridas, e revelam a importância umbilical que o africano tem como o solo pátrio.

    As memórias colectivas reflectem o esforço pela sobrevivência no contexto de um conflito armado que estagnou a sociedade moçambicana durante 16 anos.

    Litsuri coloca, no papel, os refugiados a soltarem palavras simples mas com uma forte carga de mágoas e traumas que, aos poucos, se diluem evaporando através da janela do tempo.

    A interligação humana dos povos que têm os mesmos hábitos e costumes, típico de gente da Africa Sub-Sahariana, é outro aspecto focalizado no livro. A obra é apresentada publicamente no dia 9 de Agosto, pelas 17 horas, na Universidade Politécnica em Maputo.

    Os Contos do Ventre ganham eco em livro.docx

  • Vendedores de alimentos gastam 3.2 milhões de dólares em carvão

    Recentemente foi realizado, em Maputo, um estudo sobre introdução de energias limpas nos mercados municipais. Este trabalho fez parte da Parceria Estratégica que envolve o Conselho Municipal de Maputo, a SNV e o FUNAE, e que contou ainda com a participação da empresa Clean Star.

    O objectivo do estudo foi o de oferecer uma perspectiva actualizada sobre o consumo de carvão vegetal dos vendedores informais de comida, principalmente daqueles que trabalham nos mercados municipais.

    A equipa envolvida na elaboração do Estudo pretendeu também analisar a receptividade dos vendedores de alimentos às alternativas ao carvão e cobriu 32 dos 40 mercados municipais, bem como 430 comerciantes de alimentos.

    Além de análises económicas, foi testado o uso do etanol, especificamente das soluções promovidas pelo fogão Ndzilo como alternativa e os resultados do uso do etanol foram positivos, indicando que os vendedores de alimentos não só desejam alternativas como têm recursos financeiros suficientes para investir em outras fontes de energia, talvez mais limpas e económicas.

    Estima-se que nos mercados municipais existam pelo menos dois mil vendedores de alimentos e que cada vendedor gaste, em média, 3.900 meticais (135 dólares) mensais na compra de combustível. Este cenário representa um gasto de 3.2 milhões de dólares por ano, somente na compra do carvão.

    Agora, as questões que se colocam são: O que falta para que as empresas nacionais entrem no mercado das energias alternativas para cozinha? Que os entraves existem à substituição gradual do carvão vegetal por gás, bríquetes ou mesmo pelo etanol? E por quanto tempo mais a população vai aceitar pagar mais de 30 dólares por um saco de carvão quando, há dois anos, o mesmo custava 8 dólares?

    Sabe-se que, em Maputo, mais de 70% da população ainda utiliza carvão para cozinhar. Somente em 2011 foram consumidos 3 milhões de sacos de carvão na cidade. No país, contabilizaram-se mais de 15 milhões. Com os preços do carvão a aumentar cada vez mais na nossa capital, torna-se cada vez mais evidente a oportunidade da venda de produtos que venham a substituir os tradicionais fogões de carvão, assim como de alternativas ao próprio carvão.

    O fogão Ndzilo, que promove o uso de etanol, é um produto novo que a população ainda está a testar, mas o desejo de investir em alternativas não é novo. A população tem dinheiro, contudo não existem produtos disponíveis para as camadas de baixa renda.

    O Conselho Municipal da Cidade de Maputo, FUNAE (Fundo Nacional de Energia) e a SNV Moçambique estão a trabalhar juntos no sentido de desenvolver um mercado para soluções de energia eficientes e alternativas para cozinha. Espera-se que novos modelos de fogões eficientes sejam produzidos em Moçambique e vendidos para atender à demanda nacional. Nesse sentido, há importantes esforços para promoção de fontes alternativas de energia, tais como o próprio etanol e os bríquetes. De acordo com o chefe do Programa de Energia da SNV, Federico Vignati, “nunca houve melhores condições para o sucesso dos empreendedores moçambicanos com interesse na área da energia”.

  • Laurentina Preta: A melhor cerveja preta de África

    A Laurentina Preta, uma marca da Cervejas de Moçambique (CDM), acaba de ser reconhecida com o Prémio de Qualidade para a Melhor Cerveja Preta de África, nos African Beer Awards, uma gala internacional que distingue as melhores cervejas de África.

    O evento, organizado em finais de Março pelo Institute of Brewing and Distillery (IBD), contou com especialistas da área das cervejas de 3 continentes, com um total de 500 anos de experiência entre eles, e avaliou mais de 50 cervejas africanas. Nessa avaliação, a Laurentina Preta ficou em primeiro lugar, trazendo para Moçambique o Prémio de Qualidade para a melhor cerveja preta de África, uma honra da qual a Laurentina Preta se deve orgulhar.

    Prémios e mais Prémios destacam a Qualidade da Laurentina Preta

    Se em Março foram os African Beer Awards, em Maio ocorreu a mais recente distinção da Laurentina Preta, com a atribuição de 2 estrelas de ouro pelo International Taste & Quality Institute (iTQi), um comité composto por 120 Chefes e Sommeliers das 14 mais prestigiadas associações culinárias da Europa, distinguindo-a como cerveja de qualidade marcante.

    Estas distinções juntam-se agora à medalha de ouro conquistada na edição de 2008 do Monde Selection, um instituto internacional independente, de origem belga que premeia a excelência e a qualidade de um vasto conjunto de produtos, avaliado por um painel de juris altamente especializados e exigentes.

    O segredo por detrás da melhor Preta de África

    Todas as cervejas produzidas pela CDM passam por um processo extremamente rigoroso e profissional de controlo de qualidade. Nas várias fases que compõe o processo de produção (da moagem do malte ao enchimento), as amostras da cerveja são levadas para laboratório e analisadas, sendo que só passam à fase seguinte se cumprirem com os padrões altamente exigentes da empresa.

    Mas o segredo da Laurentina Preta não passa só pelo processo de análise de qualidade, o segredo da Laurentina Preta esconde-se nos seus atributos. O sabor rico, textura suave e macia e o aroma envolvente que a diferenciam são as características mais apreciadas, na única cerveja preta existente em Moçambique, e devem-se à própria composição e método de confecção.

    A Laurentina Preta é feita a partir de quatro tipos de malte, entre eles o malte de Munique e o malte de caramelo que, complementados pelo uso de açúcar refinado de cana e extractos de óleo de lúpulo, ajudam a conferir os seus atributos únicos.

    A Celebração

    E porque um prémio é sinónimo de orgulho e de celebração, a Laurentina Preta convida Moçambique a festejar todos estes prémios que acaba de ganhar e que são um reconhecimento do que melhor se faz no país.

    Para além da campanha de televisão e de imprensa, todas as regiões do país terão um outdoor especial a convidar todos os Moçambicanos a celebrarem este momento. E quem se juntar aos festejos da Laurentina Preta poderá receber prémios e ter a oportunidade de tirar fotografias com a taça.

    Em Maputo, o início das celebrações acontece com o primeiro outdoor animado de sempre de Moçambique. A partir do dia 22 de Julho, no cruzamento da Av. 25 de Setembro com a Vladimir Lenine, vários promotores da Laurentina Preta vão animar e celebrar com todas as pessoas que por ali passarem.

    SOBRE A LAURENTINA

    A Laurentina é uma marca fortemente enraizada na cultura Moçambicana, associada à herança e mestria na produção de cerveja, sendo a cerveja mais premiada de sempre.

    Tradição e qualidade são assim valores da marca mãe, que soube acompanhar as tendências e evoluir, abarcando conceitos como modernidade e irreverência, através da variante Preta, e sofisticação e estilo, no caso da variante Premium.

    Momentos Importantes da Laurentina Preta

    1932 – A fábrica Laurentina começou por ser uma fábrica de gelo, que neste ano lançou a cerveja Laurentina Clara.

    1955 – Nasce a Laurentina Preta

    1965 – É inaugurada a fábrica Mac Mahon em Maputo, cujo nome deu origem também ao nome da cerveja mais popular de Moçambique, a 2M.

    1995 – Assinatura do acordo de privatização entre a SABMiller e o Governo de Moçambique, que conduziu ao estabelecimento da Cervejas de Moçambique SARL (CDM)

    2002 – Aquisição da marca Laurentina e sua integração na CDM.

    2005 – Início da exportação da Laurentina Preta para a África do Sul,

    2008 – A Laurentina Preta ganha medalha de Ouro pelo Institudo de Qualidade Monde Selection, em Bruxelas.

    2011 – Laurentina Preta recebe prémio Mercatus da SAB Miller por excelência no marketing

    2013 – Laurentina Preta fica em primeiro lugar nos African Beer Awards com Prémio de Qualidade para e Melhor Cerveja Preta de África e recebe 2 estrelas de ouro pelo International Taste & Quality Institute (iTQi)

  • Segunda edição das ‘100 Melhores PME’ é lançada já amanhã

    Sempre que se fala em desenvolvimento sustentável menciona-se o conceito de negócios inclusivos em Moçambique. Os negócios inclusivos mais não são do que iniciativas empresariais de negócio sustentável que, sem perderem o seu objectivo de lucro, contribuem para a redução da pobreza com a inclusão das comunidades de baixa renda na sua cadeia de produção de valor. A segunda edição das ‘100 Melhores PME’ é lançada já amanhã no hotel Polana, em Maputo, e faz parte de um claro esforço no sentido de divulgar este novo modelo de negócios.

    As comunidadesao serem integradas como parceiras e beneficiárias dos negócios inclusivos obtêm um certo número de vantagens. Se por um lado, se registam mais-valias em termos de emprego e de renda, através da venda dos produtos produzidos no seio comunitário, por outro, as comunidades podem adquirir uma participação no capital social das empresas investidoras.

    O conjunto de vantagens pode influir directamente na qualidade de vida das populações comunitárias, uma vez que contribui para a melhoria da sua segurança alimentar e nutricional, assim como potencia um número mais alargado de projectos sociais financiados e recursos sócio-económicos para os agregados familiares.

    Ao mesmo tempo, o Governo obtém um leque de vantagens com a implementação dos negócios inclusivos. Nesse domínio, a prática traduz-se na melhoria das relações encetadas com as comunidades; na maior consciência e conservação do meio-ambiente; no reforço dos negócios inter-empresas e entre as empresas e comunidades. No que tange à perspectiva económica, os benefícios espelham-se na maior dinâmica dos negócios e, sobretudo, no emprego da força de trabalho local.

    Atenta a todas as possibilidades, a Organização Holandesa de Desenvolvimento (SNV) em Moçambique, cujo compromisso passa por reduzir a pobreza e a desigualdade nos mercados, crê que o País pode vir a beneficiar através da promoção de modelos de negócio inclusivo, em parceria com o World Business Council for Sustainable Development. Como tal, e com o apoio da Fundação Ford, aquela organização concebeu um vasto inventário sobre as experiências dos negócios inclusivos no país.

    O resultado do Mapeamento de Negócios Inclusivos em Moçambique assinalou um grande interesse por parte das grandes empresas em desenvolver parcerias com as PME’s e as comunidades, enquanto fornecedoras de produtos e serviços.

    Daquele mapeamento extraíram-se as recomendações para um ambiente de negócios propício e para o estabelecimento de um Conselho de Negócios Inclusivos como forma de garantir o desenvolvimento e a coordenação das políticas pró-negócios inclusivos, das estratégias e do conhecimento.

    Nesse sentido, o Conselho de Negócios Inclusivos (CNI) foi lançado e conta com o apadrinhamento de instituições públi­cas que são suas fundadoras como o Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME), o Centro de Promoção de Investimentos (CPI), a Confederação das Associações Económicas (CTA) e a Direcção Nacional de Promoção de Desenvolvimento Rural – DNPDR do Ministério da Administração Estatal.

    Desta feita, irá realizar-se o lançamento da 2ª edição das 100 Melhores PME no hotel Polana, amanhã, dia 31 de Julho, num evento que irá contar com a participação de diversas entidades e com a realização de dois paineis subordinados aos temas: Qualidade de Gestão das PME e Soluções para as PME.

  • Ponte teatral liga Moçambique e Angola

    Grupos de teatro, angolanos e moçambicanos, passam a beneficiar de maiores possibilidades de intercâmbio artístico cultural. As oportunidades afluem no âmbito do projecto “A Ponte” cujos primeiros signatários são as companhias Lareira, de Moçambique, e a Associação Globo d’ Kulo de Angola.

    As barreiras relacionadas com a burocracia, o acesso ao financiamento e a formação teatral, entre outras, são os principais desafios a serem enfrentados em comum pelos grupos dos dois países.

    Segundo Orlando Domingos, director geral da Associação cultural Globo d’kulo, não faz sentido que as únicas oportunidades de intercâmbio entre Moçambique e Angola, na área do teatro, se efectuem apenas em Festivais fora de África. Com efeito, a recente ida à Angola, da companhia moçambicana Lareira, permitiu que mais grupos daquele País se filiassem no projecto, com particular destaque para o Ombaka, a referência teatral da província de Benguela.

    Para o embaixador de Moçambique em Angola, Domingos Fernandes, os dois países têm muito que partilhar no âmbito da nova iniciativa.

  • Novo programa de Sustentabilidade de Água Rural é apresentado em Nampula

    Nos dias 26 e 29 de Julho, o sector do Wash da SNV Moçambique irá participar em encontros no Niassa e em Nampula, respectivamente. As jornadas de trabalho irão envolver os actores provinciais que actuam na área de Água e Saneamento (incluindo os distritos), onde a SNV Moçambique em parceria com a Suiss Agency for Development and Cooperation (SDC) e a Direcção Nacional de Águas (DNA) irão facilitar a discussão sobre o progresso do sector.

    Em Nampula, o sector do Wash irá também apresentar, a 29 de Julho, o novo programa de Sustentabilidade de Água Rural da SNV para a província, avaliado em cerca de 900 mil euros para um período de execução de dois anos.

    Os encontros pretendem abordar três temas relevantes para a Região: a capacitação institucional; a descentralização de fundos e o saneamento, e o programa irá culminar com um evento regional no norte, nos dias 28 e 29 de Agosto em Pemba, o qual irá contar com a participação dos actores do sector a nível nacional.

  • Balói no debate da ONU sobre Região dos Grandes Lagos

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Oldemiro Balói, vai participar, quinta-feira, no debate ministerial do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação da Região dos Grandes Lagos, particularmente na República Democrática do Congo, informa a AIM.

    Participam do debate o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, com o propósito "de manter o compromisso e apoio da comunidade internacional ao processo de paz em curso na Região dos Grandes Lagos".

    A reunião vai contar também com a presença da enviada especial do Secretário-Geral da ONU para a Região dos Grandes Lagos, Mary Robinson, e de representantes da União Africana.

  • Fórum de Negócios Moçambique – Tailândia

    No âmbito da cooperação entre Moçambique e a República de Tailândia, estará em Moçambique de 28 a 30 de Julho, uma delegação tailandesa do mais alto nível, liderada pela S. Excia Primeira Ministra do Reino da Tailândia, acompanhada por membros do governo e um grupo de empresários, com interesse em estabelecer acordos de cooperação, bem como analisar as oportunidades de investimentos existentes em Moçambique nas seguintes áreas:

    • Energia alternativa (sistema de painéis solares)
    • Recursos minerais
    • Indústria alimentar
    • Transportes
    • Saúde
    • Construção
    • Agro-processamento
    • Sector têxtil
    • Pescas.

    Fonte: CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique

  • Entrega de computadores vai melhorar a disponibilidade dos medicamentos

    A Embaixada dos Estados Unidos da América tem o prazer de informar que o Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), vai proceder na Quinta-Feira, dia 25 de Julho corrente, às 13:00 horas, na Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), sita nas Esquinas das Avenidas Salvador Allende e Agostinho Neto (atrás da Casa Mortuária), à entrega de computadores para a instalação do Sistema Electrónico de Administração Financeira do Estado ou e-SISTAFE naquela instituição. O Director da USAID, Alex Dickie, fará a entrega do equipamento, estando presentes também o Secretário Permanente do Ministério da Saúde, Dr. Marcelino Lucas e o Director da CMAM, Dr. Paulo Nhaducue.

    Esta entrega é feita no âmbito do projecto de Fortalecimento dos Sistemas de Saúde e Acção Social (FORSSAS), financiado pela USAID e implementado pela Deloitte Consulting LLP, que se vem dedicando a consolidar a capacidade organizacional do CMAM para que possa ser auto-suficiente na gestão das suas operações financeiras.

    Com a instalação do e-SISTAFE no Sector de Finanças da CMAM, esta terá uma maior autonomia em planificar e executar o seu próprio orçamento. Espera-se portanto que o tempo médio do processamento dos pagamentos, reduza em aproximadamente 10 a 25 dias resultando na chegada atempada e com maior frequência de medicamentos ao país.

    Esta iniciativa reflecte o compromisso do Governo dos Estados Unidos no fortalecimento da descentralização da gestão financeira do Ministério da Saúde, que exige que o sistema seja instalado em vários centros de custo desta instituição do estado moçambicano.

  • Luanda, a mais cara

    Perdeu o título em 2012 para Tóquio, no Japão, mas este ano regressa ao topo da lista: a capital de Angola, Luanda, volta a ser considerada a cidade mais cara do mundo para quem chega de fora. Segundo um estudo da consultora Mercer sobre o custo de vida, divulgado nesta terça-feira, há quatro cidades europeias no top 10.

    A capital da Rússia, Moscovo, é a segunda mais cara, segundo o estudo que analisa os custos de mais de 200 produtos e serviços, incluindo habitação, transporte, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento. Segue-se Tóquio, Ndjamena (Chade), Singapura e Hong Kong. Três cidades da Suíça – Genebra, Zurique e Berna – e Sidney (Austrália) compõem o resto da lista.

    O estudo abrange 214 cidades em cinco continentes e compara-as com os preços praticados em Nova Iorque (EUA). Lisboa também é uma das cidades analisadas mas este ano a consultora optou por não divulgar a posição que a capital portuguesa ocupa no "ranking". Mas dá exemplos que ilustram as diferenças. Uma refeição de hambúrguer que custa em média cinco euros em Lisboa, custa o dobro (10,08 euros) em Caracas, na Venezuela, e ainda mais em Luanda: 14,99 euros. Por um bilhete de cinema paga-se em média 6,60 euros em Lisboa e 15,02 em Londres (Reino Unido).

    A análise feita pela Mercer é particularmente dirigida às empresas, que enviam os seus trabalhadores para o estrangeiro e suportam as despesas, como forma de compensação. O alojamento é geralmente a factura mais elevada e nesse domínio Luanda rebenta a escala: para alugar um apartamento de luxo com dois quartos, sem mobília, paga-se por mês 4857 euros. Em Lisboa, um apartamento equivalente custa à volta de 2000 euros por mês.

    Em comunicado, o responsável da área de estudos de mercado da Mercer, Tiago Borges, afirma que as cidades da Europa subiram no "ranking" do custo de vida “como resultado do ligeiro fortalecimento das moedas locais em relação ao dólar dos EUA”. Já na Ásia, aconteceu o inverso, com Tóquio a cair do primeiro para o terceiro lugar da lista das cidades mais caras devido ao enfraquecimento da moeda.

    A consultora diz ainda que as cidades da América do Sul estão mais caras para os expatriados, embora algumas tenham descido no ranking – é o caso das cidades brasileiras – devido à desvalorização das moedas locais face ao dólar americano.

  • Etíópia vem até Moçambique

    Uma delegação multissectorial, composta por quatro elementos do Ministério da Comunicação, Informação e Tecnologia e autoridades aduaneiras da Etiópia, esteve esta semana de visita ao nosso País, para se inspirar na experiência moçambicana, visando a implementação do sistema da Janela Única Electrónica (JUE) naquele país africano.
    A delegação etíope, liderada pelo chefe da equipa da Direcção do Governo Electrónico do Ministério da Comunicação, Informação e Tecnologia, Messay Moreda, foi recebida pelo presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, acompanhado pelo director-geral das Alfândegas de Moçambique, Guilherme Mambo, entre outros quadros seniores da instituição e da equipa de implementação da Janela Única Electrónica em Moçambique.
    No encontro, o director-geral das Alfândegas de Moçambique fez a apresentação do projecto, que já se encontra em funcionamento em todos os terminais e fronteiras aduaneiros do país responsáveis por 80% da colecta de receita aduaneira do país.
    A-propósito da visita, Félix Massangaie, Coordenador do projecto da JUE, disse que a delegação da Etiópia vinha “colher a nossa experiência sobre a implementação do sistema electrónico de desembaraço célere de mercadorias”.
    “Tiveram o privilégio de visitar o Centro de Operações e Dados, incluindo um dos principais portos do País, a fronteira de Ressano Garcia onde o projecto está a ser implementado e acreditamos que eles ficaram satisfeitos com o que viram”, frisou Félix Massangaie, acrescentando que “estamos prontos para ajudá-los, naquilo que for possível para a implementação do projecto na Etiópia, pois nós avançamos com uma das boas práticas aduaneiras que é a informatização do processo aduaneiro”.
    Por sua vez, Messay Moreda considerou que “a partir das apresentações feitas, nós pudemos perceber que a Janela Única Electrónica representa um enorme esforço do Governo moçambicano, para resolver os problemas através das tecnologias de informação”.
    “Percebemos também que, para a introdução deste projecto, o Governo moçambicano trabalhou em parceria com o sector privado para aliviar os constrangimentos financeiros e a própria gestão do processo de mudança no País e estas foram apenas algumas das constatações que pudemos observar”, referiu Messay Moreda, ajuntando que “de toda a experiência que nos foi partilhada, nós aprendemos bastante sobre como ultrapassar as inúmeras barreiras, sobre o aumento substancial na colecta de receitas para o Estado e o elevado grau de satisfação dos «stakeholders» sobre o projecto”.
    Refira-se que delegações de vários países africanos, nomeadamente Malawi, Gabão, Botswana e Namíbia já visitaram igualmente o nosso País, para se inteirar da implementação do sistema da Janela Única Electrónica, com vista a replicá-lo nos seus países.

  • Earl Klugh, Lee Ritenour e Norman Brown ao vivo em Maputo

    Nos próximos meses a cidade das acácias irá ficar ainda mais colorida, com os grandes artistas do Jazz – Earl Klugh, Lee Ritenour e Norman Brown estarão em Maputo, em tempos diferentes, mas sempre com o mesmo objectivo, o de presentear Maputo com um estilo e forma de estar clássica.

    No próximo dia 24 de Setembro de 2013, pelas 20 horas, Earl Klugh, pela primeira vez em Moçambique, vai actuar em espectáculo único, no Centro Cultural Universitário.

    Lee Ritenour, vai actuar em dois espectáculos nos dias 15, no Conselho Municipal de Maputo, e 16 de Novembro de 2013, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, pelas 20 horas.

    Norman Brown vai actuar em dois espectáculos nos dias 13, no Hotel Polana e 14 de Dezembro de 2013, no Centro Cultural Universitário, pelas 20 horas.

    Estes três grandes artistas, têm em comum o estilo musical clássico, uma capacidade impar de surpreender o público e estarão em Moçambique pela primeira vez.

  • Acordo entre empresários

    Salimo Abdula, na qualidade de novo presidente da Confederação Empresarial CE-CPLP, recentemente empossado, já tomou as rédeas do comando, ao assinar um acordo de parceria institucional com as câmaras de Comércio de Bioko e de Rio Muni, ambas da Guiné Equatorial.
    O memorando de entendimento foi rubricado na quinta-feira, após o 1º Encontro Económico e Empresarial Público-Privado da CPLP, em Maputo, com o objectivo principal de contribuir para o desenvolvimento empresarial e sócio-económico dos países membros da CPLP, tendo em conta os direitos, deveres, prioridades e critérios de apoios a fixar bem como metas a cumprir pelas partes.
    O acordo tripartido, testemunhado por Rogério Manuel, presidente da CTA, tem igualmente em vista uma maior dinâmica e eficácia na prestação de serviços, assim como inovação e no aumento progressivo da produção e da produtividade empresarial.
    Segundo Salimo Abdula, o novo presidente da Confederação Empresarial da CPLP, o memorando de entendimento é um passo importante na perspectiva de abrangência da Confederação da CE-CPLP, e não só, como primeiro acto da sua presidência naquele órgão.
    “É uma honra em nome da Confederação dos Países falantes de Português assinar um acordo de colaboração com as associações de Bioko e da Rio Muni, ambas de um país irmão africano, embora não falante de português, mas de origem latina (espanhol)”, disse Salimo Abdula, realçando que o acordo marca o início de uma cooperação a nível do sector privado entre a Guiné Equatorial e outros países da CPLP.
    Por seu turno, António Mete Chicampo, vice-presidente da Câmara de Bioko, da Guiné Equatorial, acredita que a integração da sua associação neste órgão poderá contribuir para os objectivos da Confederação Empresarial da CPLP. “É uma honra fazer parte de uma organização muito interessante como esta”, finalizou.
    Rosendo Ela Baby, vice-presidente da Câmara de Comércio Rio Muni, agradeceu as facilidades que foram criadas para a integração da Guiné Equatorial na Confederação Empresarial da CPLP. “Acredito que seja uma integração económica e social que contribuirá para o futuro do continente africano”, salientou.