O presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu em audiência, quarta-feira (17), em Maputo, o representante das Nações Unidas para Guiné-Bissau, Ramos Horta, com quem trocou impressões sobre a crise que se instalou naquele país da África Ocidental, noticia a AIM.
Durante o encontro, Horta pediu a contribuição do chefe de Estado moçambicano, na sua qualidade de presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para a busca de uma solução para resolver a crise socio-politica que afecta aquele país.
Para o representante das Nações Unidas em Bissau, existe uma extrema precariedade no ambiente político na Guiné-Bissau, facto que resulta de ausência de uma agenda que inclua os diferentes actores da sociedade.
"A situação da Guiné continua delicada devido à ausência de um roteiro político por parte da Assembleia Nacional, Presidente da República e do governo. Um roteiro que indique a formação de um governo mais inclusivo, participação do PAIGC, eleições presidenciais e legislativas até ao fim do ano", disse.
Por isso, explicou que não existe nada capaz de indicar uma solução para breve.
"Mas é possível uma solução para Guiné-Bissau, isso depende de boa vontade da comunidade internacional", concluiu.